domingo, 13 de dezembro de 2009
Torne-se um lago...
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal
em um copo d'água e bebesse.
-- "Qual é o gosto?" perguntou o Mestre.
-- "Ruim " disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse
a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago,
então o velho disse:
-- "Beba um pouco dessa água".
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
-- "Qual é o gosto?"
-- "Bom!" disse o rapaz.
-- Você sente gosto do "sal" perguntou o Mestre?
-- "Não" disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
-- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende aonde a
colocamos. Então quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer
é aumentar o sentido das coisas. Deixe de ser um copo. Torne-se um lago..
sábado, 29 de novembro de 2008
O lençol sujo
Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito
tranqüilo.
Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam
café, a mulher reparou atráves da janela em uma vizinha
que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal!
- Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse
intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar
as roupas!
O marido observou calado.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã,
a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou
com o marido:
- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos!
Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu
a ensine a lavar as roupas!
E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia
seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas
no varal.
Passado um tempo a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis
muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer
ao marido:
- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, Será que outra
vizinha ensinou??? Porque eu não fiz nada.
O marido calmamente respondeu:
- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da
nossa janela!
E assim é.
Tudo depende da janela, através da qual observamos
os fatos.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Hospital psiquiátrico - O teste da banheira
Durante a visita a um hospital psiquiátrico, um dos visitantes perguntou ao diretor: - Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser hospitalizado aqui?
Respondeu o diretor: - Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher, um copo e um balde e pedimos que a esvazie.
De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.
- Entendi - disse o visitante - uma pessoa normal usaria o balde, que é maior que o copo e a colher.
- Não - respondeu o diretor - uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo. O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria?
Dedicado a todos que escolheram o balde.
A vida tem muito mais opções...
E muitas das vezes são tão óbvias como o ralo, só falta enxergarmos. ..
sábado, 12 de abril de 2008
Será que você sabe
Oi! Você sabe???...
Você sabe qual é o exato valor...
...de um sorriso amigo num momento de tristeza?
...de um simples olhar prá quem entende?
. de uma flor pequenina quando o romantismo invade?
. do nascer do sol e de sua beleza?
. da luz da lua longe da cidade?
. do poder da prece quando o desespero se estende?
Você sabe qual é o exato valor...
... de um abraço que aperta?
. de uma lágrima de saudade?
. da atenção de um carinho?
. do dizer a verdade?
. do viver a emoção?
. da sincera amizade?
. de uma palavra simples na hora certa?
Isso alguém consegue definir???
Pois então não fale nada, apenas sinta tudo isso...
Sinta essa vida linda, sempre sorrindo...
Viva com esse compromisso...
Viva sentindo... sentindo de uma forma apaixonada...
Afastando todo e qualquer escudo...
Pois da sensibilidade não dá prá se fugir...
terça-feira, 4 de março de 2008
PEIXE FRESCO
Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas.
Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a
pescar mais longe do que nunca.
Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar.
Se a viagem de volta levasse mais que alguns dias, o peixe não era mais fresco. Os japoneses não gostaram do
gosto destes peixes.
Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos.
Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais
longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.
Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram
do peixe congelado. Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos.
Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar
esses peixes nos tanques, como 'sardinhas'.
Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam
vivos, porém cansados e abatidos.
Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes
perdiam o gosto de frescor.
Os consumidores japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.
Como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão, peixes com gosto de puro
frescor?
Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?
Antes da resposta, leia o que vem abaixo:
Quando as pessoas atingem seus objetivos - tais como: quando encontram uma namorada maravilhosa, quando começam
com sucesso numa empresa nova, quando pagam todas as suas dívidas, ou o que quer que seja, elas podem perder as
suas paixões.
Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então, relaxam. Elas passam pelo mesmo
problema dos ganhadores de loteria, que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros, que nunca
crescem, e de donas-de-casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.
Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples.
L. Ron Hubbard observou, no começo dos anos 50:
'O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador'.
Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema.
Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você
fica muito feliz.
Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia.
Você fica excitado e com vontade de tentar novas soluções.
Você se diverte. Você fica vivo!
Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de
tanques, nos barcos.
Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque.
O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega 'muito vivo'.
E fresco no desembarque. Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques.
Portanto, como norma de vida, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles.
Massacre-os.
Curta o jogo.
Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista, se reorganize!
Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.
Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores.
Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá ao encontro dos objetivos do seu
grupo, da sociedade e, até mesmo, da humanidade.
Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele.
Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.
'Ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar...'
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Ouça, por favor
Quando peço para você me ouvir e você começa a me dar
conselhos, não está fazendo o que eu pedi.
Quando peço para você me ouvir e você começa a me dizer
por que eu não deveria me sentir assim, está ferindo
meus sentimentos.
Quando peço para você me ouvir e você acha que precisa
fazer alguma coisa para resolver o meu problema, você não
me ajudou, por mais estranho que pareça.
Não fale nem faça - apenas ouça.
Conselhos são baratos. Com pouco dinheiro, você compra uma
revista, um jornal ou um livro cheios de conselhos. E isso
eu posso fazer por conta própria. Não sou incapaz.
Talvez me desanime e hesite com frequência, mas não sou
incapaz.
Quando você faz por mim alguma coisa que eu posso e preciso
fazer por conta própria, você contribui para o meu medo
e a minha insegurança.
Mas, quando você aceita como um fato natural que eu sinta o
que sinto, por mais irracional que seja, aí eu não preciso
me preocupar em convencer você e posso entender o que está
por trás desse sentimento irracional.
E, quando isso estiver claro, as respostas serão óbvias
e não precisarei de conselhos.
Sentimentos irracionais fazem sentido quando entendemos
o que está por trás deles.
Talvez seja por isso que rezar funciona às vezes para
algumas pessoas - porque Deus é mudo e não dá conselhos,
nem tenta consertar as coisas. Deus apenas ouve e deixa
você descobrir as coisas por conta própria.
Então, por favor, apenas ouça, apenas ouça.
E se quiser falar, espere um pouco a sua vez - e eu
ouvirei você.
domingo, 29 de julho de 2007
O nó Górdio...
Oito séculos antes de Cristo, na época dos gregos, uma profecia prometeu o trono vago da Prígia (na atual Turquia) à primeira pessoa que entrasse em sua capital dirigindo um carro de boi. Um camponês chamado Górdio cumpriu a profecia e foi coroado. Em comemoração, colocou a carroça dentro do templo de Zeus e a amarrou a um poste com um nó extremamente complicado, impossível de desatar.
Outra profecia difundiu a idéia de que quem conseguisse desatar tal nó se tornaria soberano de toda a Ásia. Cerca de 500 anos se passaram sem que ninguém conseguisse realizar a façanha, até que o jovem Alexandre Magno passou por lá, no ano de 333 antes de Cristo.
Ambicioso, tentou de todo jeito desatar o nó, sem sucesso. Por fim, desembainhou a espada e cortou o nó ao meio, para espanto dos habitantes da cidade.
Poucos anos depois, ele tinha enfiado boa parte da Ásia no bolso.
Daí o significado da expressão “cortar o nó górdio”, que quer dizer resolver uma situação intrincada de maneira rápida e decisiva.
sábado, 14 de julho de 2007
Qualidades em serviços
Paulo trabalhava em uma empresa há dois anos.
Sempre foi um funcionário sério, dedicado e cumpridor de suas obrigações.
Nunca chegava atrasado.
Por isso mesmo já estava com 02 anos na empresa, sem ter recebido uma única reclamação.
Certo dia, porém, ele foi até o diretor para fazer uma reclamação:
- Sr. Gustavo, tenho trabalhado durante estes dois anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado.
Fiquei sabendo que o Fernando, que tem o mesmo cargo que eu e está na empresa há somente 06 meses e já vai ser promovido ??...
Gustavo, fingindo não ouvi-lo, disse:
- Foi bom você vir aqui.
Tenho um problema para resolver e você poderá me ajudar. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje. Aqui na esquina tem uma barraca de frutas. Por favor, vá até lá e verifique se eles tem abacaxi.
Paulo, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão.
Em cinco minutos estava de volta.
- E aí Paulo? - Perguntou Gustavo.
- Verifiquei como o senhor pediu e eles tem abacaxi sim...
- E quanto custa ???
- Ah, Isso eu não perguntei não...
- Eles tem abacaxi suficiente para atender a todo nosso pessoal ???
- Também não perguntei isso não...
- Há alguma fruta que possa substituir o abacaxi ???
- Não sei não...
- Muito bem Paulo. Sente-se ali naquela cadeira e aguarde um pouco.
O diretor pegou o telefone e mandou chamar o novato Fernando.
Deu a ele a mesma orientação que dera ao Paulo.
Em dez minutos, Fernando voltou.
- E então ??? - Indagou Gustavo.
- Eles têm abacaxi, sim Seu Gustavo. E é o suficiente para todo nosso pessoal e, se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi estão vendendo a R$1,50 cada; a banana e o mamão a R$1,00 o quilo; o melão R$1,20 a unidade e a
laranja a R$20,00 o cento, já descascada... Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles nos concederão um desconto de 15%. Deixei reservado...
Conforme o Senhor decidir, volto lá e confirmo o pedido! - Explicou Fernando.
Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o.
Voltou-se para Paulo, que permanecia sentado e perguntou- lhe:
- Paulo, o que foi que você estava me dizendo ???
- Nada não, patrão. Esqueça. Com licença...
E Paulo deixou a sala...
quinta-feira, 7 de junho de 2007
A lição da tartaruga
Eu percebia que meu comportamento aborrecia muito os meus pais, porém pouco me importava com isso. Desde que obtivesse o que queria, dava-me por satisfeito. Mas, é claro, se eu importunava e agredia as pessoas, estas passavam a tratar-me de igual maneira.
Cresci um pouco e um dia percebi que a situação era desconfortante. Preocupei-me, mas não sabia como me modificar.
O aprendizado aconteceu num domingo em que fui, com meus pais e meus irmãos, passar o dia no campo. Corremos e brincamos muito até que, para descansar um pouco, dirigi-me à margem do riacho que corria entre um pequeno bosque e os campos. Ali encontrei uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar. Era uma tartaruga. Examinei-a com cuidado e quando me aproximei mais, o estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca. Foi o que bastou. Imediatamente decidi que ela devia sair para fora e, tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam na carapaça. Mas os meus esforços resultavam vãos e eu estava ficando, como sempre, impaciente e irritado.
Foi quando meu pai se aproximou de mim. Olhou por um instante o que eu estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente: "Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai conseguir nada, mesmo que fique um mês cutucando a tartaruga. Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o bichinho."
Acompanhei-o. Ele se deteve perto da fogueira acesa e me disse: "Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo. Escolha um lugar morno e agradável."
Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a tartaruga colocou a cabeça de fora e caminhou tranqüilamente em minha direção. Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim, observando:
"Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com elas, procure nunca empregar a força. O calor de um coração generoso pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e espontaneidade."
sexta-feira, 18 de maio de 2007
A raposa e o coelho
- Segundo uma lenda antoiga, o coelho sempre escapa da raposa - disse o mestre.
- Não acho - comentou o discípulo - A raposa é mais rápida.
- Mas o coelho vai enganá-la - insistiu o mestre.
- Por que o senhor tem tanta certeza? - perguntou o discípulo.
- Porque a raposa corre pela sua refeição e o coelho, pela sua vida - respondeu o mestre.
A motivação pelo qual realizamos uma tarefa é que vai determinar sua qualidade final.
Atire a vaquinha pelo precipício
Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita. Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas às oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar: sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas... Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros alimentícios e a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali a frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, até que, um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo aquela família, pedir perdão e ajudá-los. E assim o fez.
Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sitio para sobreviver. "Apertou" o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. O caseiro respondeu:
- Continuam morando aqui.
Espantado, entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
- Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida?
E o senhor, entusiasmado, respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Aí resolvemos plantar algumas sementes que os vizinhos nos emprestaram, passamos a cuidar das plantas com bastante cuidado, colhemos e vedemos na cidade. Com o dinheiro, compramos mais sementes, plantamos, compramos ferramentas para cuidar da terra, plantamos cada vez mais e vendemos tudo. Aí tivemos que comprar uma carroça maior, e mais uma carroça e também começamos a levar a produção dos sítios vizinhos... e por aí foi... acabamos comprando os sítios ao nosso redor, aumentamos as plantações e os nossos ganhos... e chegamos onde estamos. Hoje, agradecemos à Deus pela vaquinha ter caído no precipício. Daí em diante, tivemos que
Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual é a sua e empurre a sua vaquinha morro abaixo; será sua oportunidade de fazer outras coisas e desenvolver novas habilidades.
domingo, 13 de maio de 2007
Sorte
Conta-se que certa vez dois irmãos foram admitidos em uma Empresa na função de faxineiro, visto que tinham pouca instrução.
Um dia, foi oferecida a oportunidade para todos que a quisesse de, após o término do expediente, ficar até mais tarde e cursar o supletivo por conta da Empresa.
Um dos irmãos imediatamente agarrou esta chance. O outro, porém, acomodado à própria situação, disse: Eu, hein, fazer hora-extra sem receber para isso...
Em outras ocasiões, a história se repetiu: oportunidades eram oferecidas - cursos de digitação, informática, noções de contabilidade, treinamentos em relacionamento humano, etc - um agarrava de frente a oportunidade, investindo seu tempo no desenvolvimento pessoal e profissional; o outro, sempre com "belas" justificativas para não ser "explorado", apresentava desculpas das mais diversas tais como: E o meu futebol, meu programa de televisão, o barzinho com os "amigos", etc...
Passado algum tempo, aquele irmão que investira seu tempo com afinco em seu aperfeiçoamento foi se destacando... Tanto que à medida que foram surgindo vagas dentro da Empresa, a ele eram oferecidas. E isto o exigia mais ainda em empenho, e prontamente ele dedicava-se mais e mais...
Tempos depois, chegou a gerente, não apenas mais um gerente mas sim o melhor gerente da Empresa.
E foi feita uma festa em homenagem ao rapaz.
Na festa, alguém que não sabia do parentesco entre o ainda faxineiro e o então gerente, aproximou-se daquele e disse: Formidável este gerente!
- É... e ele é meu irmão... - disse o faxineiro.
- Seu irmão? - exclamou, incrédulo, o interlocutor - E ele é gerente e você faxineiro...
- É... na vida ele teve sorte...! - Concluiu o faxineiro.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Apego
Um dia morreu o guardião de um mosteiro Zen. Para descobrir quem seria a nova sentinela, o mestre convocou os discípulos e disse:
- O primeiro que conseguir resolver o problema que eu vou apresentar assumirá o posto.
Então numa mesa que estava no centro a sala colocou um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza. E disse apenas:
- Aqui está o problema!
Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o enigma? De repente um dos discípulos saca da espada, olha para o mestre, dirigi-se para o centro da sala e... Zazzz! Com um só golpe destruiu tudo.
- Você é o novo guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado.
Talvez ...
Um homem possuía um belo cavalo. Certo dia, o cavalo desapareceu e seus vizinhos sabendo da notícia, exclamaram:
- Que azar!
Mas o homem simplesmente respondeu:
- Talvez...
Passado algum tempo, o cavalo reapareceu, trazendo consigo três ou quatro cavalos selvagens tão ou ainda mais belos e formosos do que ele. Os vizinhos, tomando conhecimento do fato, disseram:
- Que sorte!
Mas o fazendeiro simplesmente respondeu:
- Talvez...
O filho mais moço do fazendeiro então resolveu domar um dos cavalos mas o cavalo era selvagem e em um movimento brusco arremessou o rapaz ao solo e este ao cair quebrou a perna. E os vizinhos imediatamente se dirigiram ao pai mencionando: - Que azar!
Mas o fazendeiro simplesmente respondeu:
- Talvez...
Estourou uma guerra naquela região e muitos pais sofreram pois quase todos os jovens, querendo ou não, foram injustamente enviados para a guerra, menos um, que foi dispensado por que estava com a perna quebrada: O filho do fazendeiro!
A flauta mágica
Era uma vez um caçador que contratou um feiticeiro para ajudá-lo a conseguir alguma coisa que pudesse facilitar seu trabalho nas caçadas. Depois de alguns dias, o feiticeiro entregou-lhe uma flauta mágica que, ao ser tocada, enfeitiçava os animais, fazendo-os dançar.
Entusiasmado com o instrumento, o caçador organizou uma caravana com destino à África, convidando dois outros amigos. Logo no primeiro dia de caçada, o grupo se deparou com um feroz tigre. De imediato, o caçador pôs-se a tocar a flauta e, milagrosamente, o tigre começou a dançar. Foi fuzilado à queima roupa.
Horas depois, um sobressalto. A caravana foi atacada por um leopardo que saltava de uma árvore. Ao som da flauta, contudo, o animal transformou-se: de agressivo, ficou manso e dançou. Os caçadores não hesitaram: mataram-no com vários tiros.
E foi assim até o final do dia, quando o grupo encontrou um leão faminto. A flauta soou, mas o leão não dançou, mas atacou um dos amigos do caçador flautista, devorando-o. Logo depois, devorou o segundo. O tocador de flauta, desesperadamente, fazia soar as notas musicais, mas sem resultado algum. O leão não dançava. E enquanto tocava e tocava, o caçador foi devorado. Dois macacos, em cima de uma árvore próxima, a tudo assistiam. Um deles observou com sabedoria:
- Eu sabia que eles iam se dar mal quando encontrassem um surdinho...
Não confie cegamente nos métodos que sempre deram certo, pois um dia podem não dar. Tenha sempre planos de contingência, prepare alternativas para as situações imprevistas, analise as possibilidades de erro. Esteja atento às mudanças e não espere as dificuldades para agir.
Cuidado com o leão surdo.