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domingo, 11 de julho de 2010

A história do lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
-- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
-- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
-- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
"Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".
"Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor."
"Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça".
"Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."
"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca.
Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação". 

terça-feira, 14 de julho de 2009

Jogue fora suas batatas



O professor pediu para que os alunos levassem batatas e uma bolsa de
plástico para a aula.

Ele pediu para que separassem uma batata para cada pessoa de quem
sentiam mágoas, escrevessem os seus nomes nas batatas e as colocassem
dentro da bolsa.

Algumas das bolsas ficaram muito pesadas.

A tarefa consistia em, durante uma semana, levar a todos os lados a
bolsa com batatas.

Naturalmente a condição das batatas foi se deteriorando com o tempo.

O incômodo de carregar a bolsa, a cada momento, mostrava-lhes o
tamanho do peso espiritual diário que a mágoa ocasiona, bem como o
fato de que, ao colocar a atenção na bolsa, para não esquecê-la em
nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas
que eram importantes para eles.

Esta é uma grande metáfora do preço que se paga, todos os dias, para
manter a dor, a bronca e a negatividade.

Quando damos importância aos problemas não resolvidos ou às promessas
não cumpridas, nossos pensamentos enchem-se de mágoa, aumentando o
stress e roubando nossa alegria.

Perdoar e deixar estes sentimentos irem embora é a única forma de
trazer de volta a paz e a calma.

Portanto, jogue fora suas "batatas"...

sábado, 29 de novembro de 2008

O lençol sujo


Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito
tranqüilo.

Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam
café, a mulher reparou atráves da janela em uma vizinha
que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:

- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal!

- Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse
intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar
as roupas!

O marido observou calado.

Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã,
a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou
com o marido:

- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos!
Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu
a ensine a lavar as roupas!

E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia
seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas
no varal.

Passado um tempo a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis
muito brancos sendo estendidos, e empolgada foi dizer
ao marido:

- Veja, ela aprendeu a lavar as roupas, Será que outra
vizinha ensinou??? Porque eu não fiz nada.

O marido calmamente respondeu:

- Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da
nossa janela!

E assim é.

Tudo depende da janela, através da qual observamos
os fatos.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Distanciamento "percepções de um gênio"

De vez em quando te afasta, relaxe um pouco, para que quando voltar ao
teu trabalho teu julgamento esteja mais seguro. Distancia-te um pouco e
o trabalho aparentará menor e num relance poderão ser percebidas faltas
de harmonia e as proporções são vistas mais prontamente.

Leonardo da Vinci

terça-feira, 4 de março de 2008

PEIXE FRESCO

PEIXE FRESCO

Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas.

Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a
pescar mais longe do que nunca.

Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar.

Se a viagem de volta levasse mais que alguns dias, o peixe não era mais fresco. Os japoneses não gostaram do
gosto destes peixes.

Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos.

Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais
longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.

Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram
do peixe congelado. Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos.

Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar
esses peixes nos tanques, como 'sardinhas'.
Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam
vivos, porém cansados e abatidos.

Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes
perdiam o gosto de frescor.

Os consumidores japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.

Como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão, peixes com gosto de puro
frescor?

Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?

Antes da resposta, leia o que vem abaixo:

Quando as pessoas atingem seus objetivos - tais como: quando encontram uma namorada maravilhosa, quando começam
com sucesso numa empresa nova, quando pagam todas as suas dívidas, ou o que quer que seja, elas podem perder as
suas paixões.

Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então, relaxam. Elas passam pelo mesmo
problema dos ganhadores de loteria, que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros, que nunca
crescem, e de donas-de-casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.

Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples.

L. Ron Hubbard observou, no começo dos anos 50:

'O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador'.

Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema.

Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você
fica muito feliz.

Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia.

Você fica excitado e com vontade de tentar novas soluções.

Você se diverte. Você fica vivo!

Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de
tanques, nos barcos.

Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque.

O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega 'muito vivo'.

E fresco no desembarque. Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques.

Portanto, como norma de vida, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles.

Massacre-os.

Curta o jogo.

Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista, se reorganize!

Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.

Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores.

Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá ao encontro dos objetivos do seu
grupo, da sociedade e, até mesmo, da humanidade.

Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele.

Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.
'Ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar...'

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Ouça, por favor


Quando peço para você me ouvir e você começa a me dar
conselhos, não está fazendo o que eu pedi.

Quando peço para você me ouvir e você começa a me dizer
por que eu não deveria me sentir assim, está ferindo
meus sentimentos.

Quando peço para você me ouvir e você acha que precisa
fazer alguma coisa para resolver o meu problema, você não
me ajudou, por mais estranho que pareça.

Não fale nem faça - apenas ouça.

Conselhos são baratos. Com pouco dinheiro, você compra uma
revista, um jornal ou um livro cheios de conselhos. E isso
eu posso fazer por conta própria. Não sou incapaz.

Talvez me desanime e hesite com frequência, mas não sou
incapaz.

Quando você faz por mim alguma coisa que eu posso e preciso
fazer por conta própria, você contribui para o meu medo
e a minha insegurança.

Mas, quando você aceita como um fato natural que eu sinta o
que sinto, por mais irracional que seja, aí eu não preciso
me preocupar em convencer você e posso entender o que está
por trás desse sentimento irracional.

E, quando isso estiver claro, as respostas serão óbvias
e não precisarei de conselhos.

Sentimentos irracionais fazem sentido quando entendemos
o que está por trás deles.

Talvez seja por isso que rezar funciona às vezes para
algumas pessoas - porque Deus é mudo e não dá conselhos,
nem tenta consertar as coisas. Deus apenas ouve e deixa
você descobrir as coisas por conta própria.

Então, por favor, apenas ouça, apenas ouça.

E se quiser falar, espere um pouco a sua vez - e eu
ouvirei você.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

10 grandes verdades

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado,
não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção, nunca
falha)

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você,
quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas. (Tá cheio de gente
querendo te converter!)

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. (Na maioria das
vezes quem tá te olhando também não sabe! Tá valendo!)

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca. (Deus deu 24 horas em
cada dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em fazer
hora-extra!)

5. Não confunda sua carreira com sua vida. (Aprenda a fazer escolhas!)

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um
laxante na mesma noite. (Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!)

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça
humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa
palavra seria 'reuniões'. (Onde ninguém se entende... Com exceção das
reuniões que acontecem nos botecos...)

8. Há uma linha muito tênue entre 'hobby' e 'doença mental'. (Ouvir música é
hobby... No volume máximo às sete da manhã pode ser doença mental!)

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. (Que bom!!!!!)

10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador
construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic. (É
Verdade mesmo!!!)

domingo, 16 de dezembro de 2007

Só porque você dança bem



Só porque você dança bem, não significa que vai ser convidado para o baile

Você é competente naquilo que faz, mas por alguma razão outras
pessoas são escolhidas em seu lugar?

Você conhece seu produto melhor do que qualquer outro, mas vendedores
aparentemente inexperientes vendem muito mais?

Sua empresa ou departamento está implantando novas estratégias e
táticas administrativas, mas uma concorrente, aparentemente menos
organizada e frágil, está tomando o mercado e sendo muito mais
bem sucedida?

Talvez o seu problema seja o de estar confundindo ficção com
realidade. Na ficção que nos contaram, o importante eram as coisas,
estratégias, sistemas, produtos, planilhas, crenças.

Na realidade, o importante são as pessoas. Não existe nada sem
pessoas.

Não existem vendas - portanto, não existe economia de mercado -
não existem casamentos, não existem famílias e, para ser franco,
não existe sequer civilização.

Tudo o que você faz, começa e termina em pessoas.

Se você tivesse que passar o resto da sua vida com todas as riquezas
do universo... sozinho em uma ilha deserta, de que valeria qualquer
sucesso?

Você - e eu - precisamos compartilhar o tempo, a vida e as
experiências com outras pessoas. Empresas que se esquecem deste
fator, se concentrando somente no balanço do trimestre, acabam
soterradas por guerrilheiros dos negócios ou sabotadas por inúmeros
funcionários descontentes que, na melhor das hipóteses, entram em
"operação padrão".

Você pode ser genial, mas as pessoas gostam de trabalhar com
você? (Eu não perguntei se elas gostam de passear com você.

Isso é fácil. Perguntei se elas gostam de trabalhar com você). Seus
chefes, subordinados e colegas confiam em você como profissional
e gostam de trabalhar com você?

Se apenas uma dessas perguntas tiver como resposta "não", você
ficará abaixo de onde pode chegar.

Se não gostam de estar com você, se notam que você as vê somente
como um instrumento para gerar vendas, por exemplo), o primeiro
vendedor "amigo"que aparecer vai tomar o seu cliente. Para sempre.

Seus funcionários vêem você como um líder ou como um analista, que
corta pessoal sem se preocupar com o "moral" das tropas. Alguém em
quem não podem confiar?

Agora, deixe-me esclarecer um ponto. Isso não significa que você
deva ser "amigo" de todos, ou um bajulador.

Seja você mesmo. Sempre. Dá menos trabalho! Faça o que tem que
ser feito. Mas, se você não é parte da solução na empresa, na
família, no romance, no clube ou na sociedade, então você é parte
do problema. E se este é seu caso, cuidado: problemas não são
convidados para subir na empresa.

Problemas não são bem vindos no casamento. Problemas não são
eleitos. Problemas são evitados, mesmo que inconscientemente.

Seja a solução, concentrando-se nas pessoas.

O que elas realmente buscam? Do que precisam? O que querem?

Você deve buscar a competência técnica, claro. Mas não precisa
ser perfeito como um robô, porque somente pessoas avançam. Robôs
a gente constrói, ou desliga. E o único modo de pessoas avançarem
com lastro duradouro é quando são apoiadas por outras pessoas.

Você é apoiado por outras pessoas? Em outras palavras, depois da
sua competência técnica, os seus relacionamentos são a fonte mais
importante para o seu futuro, em todos os níveis.

Seja na carreira, na família ou na sociedade.

Por isso, lembre-se do que disse Michael Leboeuf:

Só porque você dança bem, não significa que vai ser convidado para
o baile.

E o baile da vida é bem curto. Curto demais. Não espere a última
música para entender isso.

Tudo começa e termina, nas pessoas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Uma Flor Rara


Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um marido maravilhoso,
filhos perfeitos, um emprego que lhe pagava muitíssimo bem, uma família
unida.

O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os
afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em
algumas áreas.

Se o trabalho lhe consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se
surgiam problemas, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas
que ela amava eram sempre deixadas para depois.

Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma
flor muito cara e raríssima, da qual havia um apenas exemplar em todo o
mundo.

E disse a ela:

-- Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina! Você
terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, ás vezes conversar
um pouquinho com ela, e ela te dará em troca esse perfume maravilhoso e
essas lindas flores.

A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem
igual.

Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo
o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia
cuidar da flor.

Ela chegava em casa, olhava a flor e as flores ainda estavam, lá, não
mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas,
perfumadas.

Então ela passava direto.

Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu.

Ela chegou em casa e levou um susto!

Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores
caídas e suas folhas amarelas.

A jovem chorou muito, e contou a seu pai o que havia acontecido.

Seu pai então respondeu:

-- Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te dar outra
flor, porque não existe outra igual a essa, ela era única, assim como
seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que o Senhor te
deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a
eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se
acostumou a ver a flor sempre lá, sempre florida, sempre perfumada, e se
esqueceu de cuidar dela.

Cuide das pessoas que você ama!

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A Água da Paz

Em torno da mediunidade, improvisam-se, ao redor do Chico Xavier, acesas discussões. É, não é. Viu, não viu. E ele sofria, por vezes, longas irritações, a fim de explicar sem ser compreendido. Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito.

Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus compareceu e aconselhou-lhe:

-- Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz.

O médium Chico Xavier, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada. Ao fim de duas semanas, comunicou à Dona Maria João de Deus o fracasso da busca.

Ela sorriu e informou:

-- Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua.

O médium baixou então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da humildade e do silêncio.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O Obstáculo mais Difícil da Vida


Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à
sabedoria.

Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil no
grande caminho da vida.

No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o
genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.

Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas
dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.

O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.

O segundo levaria uma corça rara.

O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.

O trio recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a
pequena viajem de três milhas; no entanto, no meio do caminho, começaram
a discutir.

O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão
puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao
carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este
último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.

O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada
viajante permanecia atento as obrigações que diziam respeito aos outros,
através de observações acaloradas e incessantes.

Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho, olvida a própria
tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do
companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega,
de súbito, para espatifar-se no cascalho.

Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal,
que foge espantado.

O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, e o bolo se perde
totalmente no chão.

Desapontados e irritadiços, os três rapazes voltam a presença do pai,
apresentando cada qual a sua queixa de derrota.

O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:

-- Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse
vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso. O
mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar
dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias.
Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as
nossas viverão esquecidas.

domingo, 29 de julho de 2007

O nó Górdio...

Oito séculos antes de Cristo, na época dos gregos, uma profecia prometeu o trono vago da Prígia (na atual Turquia) à primeira pessoa que entrasse em sua capital dirigindo um carro de boi. Um camponês chamado Górdio cumpriu a profecia e foi coroado. Em comemoração, colocou a carroça dentro do templo de Zeus e a amarrou a um poste com um nó extremamente complicado, impossível de desatar.

Outra profecia difundiu a idéia de que quem conseguisse desatar tal nó se tornaria soberano de toda a Ásia. Cerca de 500 anos se passaram sem que ninguém conseguisse realizar a façanha, até que o jovem Alexandre Magno passou por lá, no ano de 333 antes de Cristo.
Ambicioso, tentou de todo jeito desatar o nó, sem sucesso. Por fim, desembainhou a espada e cortou o nó ao meio, para espanto dos habitantes da cidade.

Poucos anos depois, ele tinha enfiado boa parte da Ásia no bolso.

Daí o significado da expressão “cortar o nó górdio”, que quer dizer resolver uma situação intrincada de maneira rápida e decisiva.

sábado, 14 de julho de 2007

Porque as pessoas gritam quando estão aborrecidas?

Um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:

"Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?”

"Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles.

"Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?"

Questionou novamente o pensador.

"Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar:

"Então não é possível falar-lhe em voz baixa?”

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.

Então ele esclareceu:

”Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?”

O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.

Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?

Elas não gritam. Falam suavemente. E por que?

Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.

Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.

E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem.

É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.”

Por fim, o pensador conclui, dizendo:

"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".

Mahatma Gandhi

Quem decide por mim?


Um colunista conta uma estória em que acompanhava um amigo à uma banca de jornais.


"O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.

Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:

" - Ele sempre te trata com tanta grosseria? "

" - Sim, infelizmente foi sempre assim..."

" - E você é sempre tão polido e amigável com ele?

" - Sim, procuro ser."

" - Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você? "

" - Por que não quero que ele decida como eu devo agir."


Nós é que decidimos como devemos agir e reagir - não os outros!

sábado, 30 de junho de 2007

AINDA TOMAREMOS UM CAFÉ JUNTOS


Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf.
Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e imediatamente todos disseram que sim.
O professor, então, pegou uma caixa de bolas de gude e esvaziou-a dentro do pote.
As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que sim.
Em seguida, pegou uma caixa de areia e esvaziou-a dentro do pote.
A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que responderam que o pote agora estava cheio.
O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote umedecendo a areia.
Os estudantes riam da situação, quando o professor falou:
"Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vidas.
As bolas de golf são os elementos mais importantes, como Deus, a família e os amigos.
São com as quais nossas vidas estariam cheias e repletas de felicidade.
As bolas de gude são as outras coisas que importam: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, etc...
A areia representa todas as pequenas coisas.
Mas se tivéssemos colocado a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf e para as de gude.
O mesmo ocorre em nossas vidas.
Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes.
Prestem atenção nas coisas que são primordiais para a sua felicidade.
Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir com a família e com os amigos,dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos, busquem a Deus e creiam nele,
busquem o conhecimento, estudem, pratiquem seu esporte favorito...
Sempre haverá tempo para as outras coisas mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar.
O resto é apenas areia."
Um aluno se levantou e perguntou o que representa o café.
O professor respondeu:
"Que bom que me fizeste esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida,
sempre haverá lugar para tomar um café com um amigo."

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Cuidado Ratoeira!



Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali.

Ao descobrir que era uma ratoeira, ficou aterrorizado. Correu ao curral da fazenda advertindo a todos: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! A galinha disse: - Desculpe-me, Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda. O rato foi até o porco e lhe disse: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!

O porco disse: - Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo, que o senhor será lembrado nas minhas preces.

O rato dirigiu-se então à vaca. A vaca lhe disse: - O que, Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? - Acho que não! Então o rato voltou para seu canto, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.

Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital.

Ela voltou com febre. Para amenizar a sua febre, nada melhor que uma canja de galinha. Então, o fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Então, para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. Então, o fazendeiro sacrificou a vaca, para poder alimentar todo aquele povo.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que: quando existir uma ratoeira, todos corremos risco.

"O problema de um é problema de todos, quando convivemos em equipe."

quinta-feira, 7 de junho de 2007

A magia infantil

Linda era chinesa e morava no Havaí. Contrariando o pai, que a desejava ver casada com alguém dos clãs chineses, ela foi para a Califórnia. Entrou para a universidade, apaixonou-se por um americano branco, de olhos azuis e com ele se casou. Uma cerimônia simples, bem ao contrário das festas pomposas, no estilo dos casamentos tradicionais, como esperava seu pai.

Depois do casamento, um silêncio pesado se fez entre pai e filha. Ele não a visitava, ela também não. Quando a mãe telefonava, o pai nunca pedia para falar com a filha.
Por todas estas atitudes do pai, Linda entendia que ele estava desaprovando tudo o que ela fizera. Ela traíra todos os princípios.

Contudo, Linda se lembrava da infância feliz, no Havaí. Lembrava-se de, aos 3 anos, ser a sombra do pai.

Correr atrás dele entre as bananeiras. E, quando ela cansava, o pai a colocava nos ombros. Dali de cima ela podia ver o mundo. E o pai cantava uma canção que falava: "você é minha luz do sol. Você me faz feliz quando o céu está cinzento."

Então, Linda teve um bebê. Quando o bebê completou cinco meses, ela decidiu que era a hora de mostrá-lo aos avós. Por isso, ela, o marido e o filho foram ao Havaí. Linda estava angustiada. Será que o pai a receberia? Ela estava levando um menino no colo, que pouco tinha a ver com os antepassados chineses.

Como mãe, ela dizia para si mesma que se seu pai rejeitasse o neto, ela nunca mais voltaria.

Ao chegarem, as saudações foram educadas. O velho chinês olhou a criança sem nenhuma reação.

Depois do jantar, o bebê foi acomodado em um berço em um quarto. Linda e o marido se recolheram para um descanso. De repente, ela acordou em sobressalto. Havia passado a hora do bebê mamar. Levantou-se.

Nenhum som de choro. Pelo contrário, ela ouviu uma risada delicada de bebê.
Atravessou o corredor, chegou à sala. Seu filho de apenas cinco meses estava deitado em uma almofada, com as mãos e os pés em agitação alegre. Sorria para o rosto inclinado sobre ele. Um rosto asiático, bronzeado pelo sol. O avô dava a mamadeira para o netinho, enquanto lhe acariciava a barriguinha e cantava baixinho: "você é minha luz do sol."

A criança conseguira, em breve tempo, conquistar o coração do avô e pôr fim a um afastamento tolo entre pai e filha. Hoje, o avô chinês caminha feliz, seguido por uma sombra saltitante de olhos cor de mel e cabelos encaracolados de quatro anos de idade.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

A lenda do monge e do escorpião

"Monge e discípulos iam por um estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas.

O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido a dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.
Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada.

Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
- Mestre deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
- "Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."

A raposa e o coelho

Caminhando com um discípulo, um mestre zen apontou-lhe uma raposa que perseguia um coelho.

- Segundo uma lenda antoiga, o coelho sempre escapa da raposa - disse o mestre.

- Não acho - comentou o discípulo - A raposa é mais rápida.

- Mas o coelho vai enganá-la - insistiu o mestre.

- Por que o senhor tem tanta certeza? - perguntou o discípulo.

- Porque a raposa corre pela sua refeição e o coelho, pela sua vida - respondeu o mestre.

A motivação pelo qual realizamos uma tarefa é que vai determinar sua qualidade final.

A lebre e a tartaruga

Um dia uma tartaruga começou a contar vantagem dizendo que corria muito depressa, que a lebre era muito mole, e enquanto falava, a tartaruga ria e ria da lebre. Mas a lebre ficou mesmo impressionada foi quando a tartaruga resolveu apostar uma corrida com ela.
"Deve ser só de brincadeira!", pensou a lebre.

A raposa era o juiz e recebia as apostas. A corrida começou, e na mesma hora, claro, a lebre passou à frente da tartaruga. O dia estava quente, por isso lá pelo meio do caminho a lebre teve a idéia de brincar um pouco. Depois de brincar, resolveu tirar uma soneca à sombra fresquinha de uma árvore.

"Se por acaso a tartaruga me passar, é só correr um pouco e fico na frente de novo", pensou.

A lebre achava que não ia perder aquela corrida de jeito nenhum. Enquanto isso, lá vinha a tartaruga com seu jeitão, arrastando os pés, sempre na mesma velocidade, sem descansar nem uma vez, só pensando na chegada. Ora, a lebre dormiu tanto que esqueceu de prestar atenção na tartaruga. Quando ela acordou, cadê a tartaruga? Bem que a lebre se levantou e saiu zunindo, mas nem adiantava! De longe ela viu a tartaruga esperando por ela na linha de chegada.

Andar com determinação e sempre, mesmo que devagar, se chega na frente.