domingo, 11 de julho de 2010
A história do lápis
domingo, 2 de novembro de 2008
A Menina do Vestido Azul
Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito
bonita.
Acontece que essa menina freqüentava as aulas da escolinha local no
mais lamentável estado: suas roupas eram tão velhas que seu professor
resolveu dar-lhe um vestido novo.
Assim raciocinou o mestre: "é uma pena que uma aluna tão encantadora venha
às aulas desarrumada desse jeito. Talvez, com algum sacrifício, eu pudesse
comprar para ela um vestido azul."
Quando a garota ganhou a roupa nova, sua mãe não achou razoável que,
com aquele traje tão bonito, a filha continuasse a ir ao colégio suja
como sempre, e começou a dar-lhe banho todos os dias, antes das aulas.
Ao fim de uma semana, disse o pai:
"Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e
bem arrumada, more num lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você
ajeitar um pouco a casa, enquanto eu, nas horas vagas, vou dando uma pintura
nas paredes, consertando a cerca, plantando um jardim?"
E assim fez o humilde casal.
Até que sua casa ficou muito mais bonita que todas as casas da rua e
os vizinhos se envergonharam e se puseram também a reformar suas
residências.
Desse modo, todo o bairro melhorava a olhos vistos, quando por isso
passou um político que, bem impressionado, disse:
"É lamentável que gente tão esforçada não receba nenhuma ajuda do
governo".
E dali saiu para ir falar com o prefeito, que o autorizou a organizar
uma comissão para estudar que melhoramentos eram necessários ao
bairro.
Dessa primeira comissão surgiram muitas outras e hoje, por todo o
país, elas ajudaram os bairros pobres a se reconstruírem.
E pensar que tudo começou com um vestido azul.
Não era intenção daquele simples professor consertar toda a rua, nem
criar um organismo que socorresse os bairros abandonados de todo o
país.
Mas ele fez o que podia, ele deu a sua parte, ele fez o primeiro
movimento, do qual se desencadeou toda aquela transformação.
É difícil reconstruir um bairro, mas é possível dar um vestido azul.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Distanciamento "percepções de um gênio"
teu trabalho teu julgamento esteja mais seguro. Distancia-te um pouco e
o trabalho aparentará menor e num relance poderão ser percebidas faltas
de harmonia e as proporções são vistas mais prontamente.
Leonardo da Vinci
sábado, 12 de abril de 2008
Será que você sabe
Oi! Você sabe???...
Você sabe qual é o exato valor...
...de um sorriso amigo num momento de tristeza?
...de um simples olhar prá quem entende?
. de uma flor pequenina quando o romantismo invade?
. do nascer do sol e de sua beleza?
. da luz da lua longe da cidade?
. do poder da prece quando o desespero se estende?
Você sabe qual é o exato valor...
... de um abraço que aperta?
. de uma lágrima de saudade?
. da atenção de um carinho?
. do dizer a verdade?
. do viver a emoção?
. da sincera amizade?
. de uma palavra simples na hora certa?
Isso alguém consegue definir???
Pois então não fale nada, apenas sinta tudo isso...
Sinta essa vida linda, sempre sorrindo...
Viva com esse compromisso...
Viva sentindo... sentindo de uma forma apaixonada...
Afastando todo e qualquer escudo...
Pois da sensibilidade não dá prá se fugir...
terça-feira, 4 de março de 2008
PEIXE FRESCO
Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas.
Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a
pescar mais longe do que nunca.
Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar.
Se a viagem de volta levasse mais que alguns dias, o peixe não era mais fresco. Os japoneses não gostaram do
gosto destes peixes.
Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos.
Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais
longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.
Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram
do peixe congelado. Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos.
Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar
esses peixes nos tanques, como 'sardinhas'.
Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam
vivos, porém cansados e abatidos.
Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes
perdiam o gosto de frescor.
Os consumidores japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.
Como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão, peixes com gosto de puro
frescor?
Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?
Antes da resposta, leia o que vem abaixo:
Quando as pessoas atingem seus objetivos - tais como: quando encontram uma namorada maravilhosa, quando começam
com sucesso numa empresa nova, quando pagam todas as suas dívidas, ou o que quer que seja, elas podem perder as
suas paixões.
Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então, relaxam. Elas passam pelo mesmo
problema dos ganhadores de loteria, que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros, que nunca
crescem, e de donas-de-casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.
Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples.
L. Ron Hubbard observou, no começo dos anos 50:
'O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador'.
Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema.
Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você
fica muito feliz.
Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia.
Você fica excitado e com vontade de tentar novas soluções.
Você se diverte. Você fica vivo!
Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de
tanques, nos barcos.
Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque.
O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega 'muito vivo'.
E fresco no desembarque. Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques.
Portanto, como norma de vida, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles.
Massacre-os.
Curta o jogo.
Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista, se reorganize!
Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.
Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores.
Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá ao encontro dos objetivos do seu
grupo, da sociedade e, até mesmo, da humanidade.
Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele.
Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.
'Ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar...'
Pessoas Sensíveis
Nenhum de nós pode escolher as coisas que nos acontecem, algumas boas,
outras más. Mas todos nós podemos escolher nossa resposta às coisas que
nos acontecem. Você não é prisioneiro das reações.
Algumas pessoas dizem que são muito "sensíveis", que se magoam
facilmente, que se decepcionam com amigos, colegas e família e com
aquilo que outros dizem ou fazem. Tais pessoas, que se dizem "muito
sensíveis" na verdade não têm muita sensibilidade.
Pessoas sensíveis (por definição) são capazes de obter uma gama maior de
informações sensoriais e emocionais vindas de outros e, portanto, geralmente são muito mais
compreensivas, calmas e raramente se desapontam com os comportamentos
alheios, exatamente porque sua sensibilidade aguçada mostra mais do que
as aparências, evitando que se desapontem. Além disso, pessoas sensíveis
jamais dizem que são sensíveis.
Então o que são aquelas pessoas que a todo momento se definem como
sensíveis, que ficam deprimidas por razões aparentemente pequenas e
cujos dias são destruídos por uma advertência do chefe, por uma crítica
dos colegas, por uma frase mal construída de um membro da família?
Elas não são sensíveis?
Não.
Tais pessoas são reativas - o contrário de sensíveis.
Pessoas reativas não pensam. Ou melhor, pensam que pensam, quando
somente reagem emocionalmente a qualquer coisa, sem refletir, sem
controlar,sem observar o todo, como crianças.
Todos nós somos reativos, vez ou outra, mas conforme amadurecemos nos
tornamos menos reativos e mais sensíveis,já que escolhemos nossas respostas.
Quando somos crianças, simplesmente reagimos (o que é natural), por isso
adultos reativos são, normalmente, acusados de um comportamento
infantil e birrento.
Uma pessoa sensível (por obter mais informações que estão à sua volta)
raramente perde o controle, mesmo quando atacada porque, sendo sensível, ela observa e
e-s-c-o-l-h- e a melhor r-e-s-p-o-s- t-a.
Raramente reage, como um animal faminto faria. Você não tem o poder de
escolher aquilo que te acontecerá hoje, amanhã ou depois.
Mas você tem o poder de escolher a melhor resposta à tudo o que vai
acontecer. Resposta não é reação.
Reação é sinônimo de programa automático. Resposta é sinônimo de escolha.
Seja mais sensível, esta semana, evitando dizer a primeira coisa que lhe
venha à mente, mesmo que seja algo que você diz pra você mesmo.
Escolha as palavras, escolha os pensamentos, escolha as respostas,
fugindo da armadilha que torna a vida das pessoas reativas sempre dependente de cada problema que acontece.
E observe aqueles que dizem que são "sensíveis".
Olhe o comportamento dessas pessoas.
Você verá que elas são completamente dependentes dos humores de outros e
dos acontecimentos externos. Elas simplesmente reagem por mais que
racionalizem e se enganem, afirmando que suas reações são causadas por
sua suposta sensibilidade. Sempre apresentarão razões para suas dores e
tristezas, mas ainda assim estarão somente reagindo.
Você tem o poder de escolher aquilo que é melhor. Você pode!
Porque, como afirma Stephen Covey:
"Entre o que acontece comigo e minha reação ao que acontece comigo, há
um espaço. Neste espaço está minha capacidade em escolher minhas
respostas e definir meu destino".
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
10 grandes verdades
não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção, nunca
falha)
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você,
quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas. (Tá cheio de gente
querendo te converter!)
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. (Na maioria das
vezes quem tá te olhando também não sabe! Tá valendo!)
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca. (Deus deu 24 horas em
cada dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em fazer
hora-extra!)
5. Não confunda sua carreira com sua vida. (Aprenda a fazer escolhas!)
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um
laxante na mesma noite. (Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!)
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça
humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa
palavra seria 'reuniões'. (Onde ninguém se entende... Com exceção das
reuniões que acontecem nos botecos...)
8. Há uma linha muito tênue entre 'hobby' e 'doença mental'. (Ouvir música é
hobby... No volume máximo às sete da manhã pode ser doença mental!)
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. (Que bom!!!!!)
10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador
construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic. (É
Verdade mesmo!!!)
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
A Água da Paz
Em torno da mediunidade, improvisam-se, ao redor do Chico Xavier, acesas discussões. É, não é. Viu, não viu. E ele sofria, por vezes, longas irritações, a fim de explicar sem ser compreendido. Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito.
Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus compareceu e aconselhou-lhe:
-- Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz.
O médium Chico Xavier, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada. Ao fim de duas semanas, comunicou à Dona Maria João de Deus o fracasso da busca.
Ela sorriu e informou:
-- Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua.
O médium baixou então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da humildade e do silêncio.
domingo, 29 de julho de 2007
Milho bom
Essa é uma história de um fazendeiro que todos os anos vencia o prêmio “Milho Crescido”. Certa vez um repórter entrevistou-o e aprendeu algo interessante sobre como ele cultivava o milho. O repórter descobriu que ele compartilhava as suas sementes de milho com os vizinhos.
- Como compartilha as suas melhores sementes de milho com seus vizinhos se está a competir com eles? – perguntou o jornalista.
- Por quê? – disse o fazendeiro. - Não sabes? O vento apanha pólen do milho maduro e o leva através do vento de campo para campo. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade de meu milho. Para continuar a cultivar milho bom tenho que ajudar meus vizinhos a cultivar milho bom.
O fazendeiro estava atento às conectividades da vida. O milho dele não pode melhorar a menos que o milho do vizinho também melhore. Assim é também
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Airton Galarça - Pai, amigo, médico.
Meta: Orientar e ajudar meus dois filhos, Alícia e Lorenzo, a encontrar a felicidade, adquirir autoconfiança e valorizar o amor, a amizade, o respeito, a sinceridade e a honestidade, valores cada vez mais escassos no nosso mundo.
Experiências da vida: Cometi muitos erros,mas assumi as responsabilidades e as conseqüências por todos esses atos, especialmente as lições aprendidas. A soma desses erros com todos os acontecimentos positivos que aconteceram na minha vida me fez do jeito que sou e sei que hoje estou muito melhor.
quinta-feira, 7 de junho de 2007
A lição da tartaruga
Eu percebia que meu comportamento aborrecia muito os meus pais, porém pouco me importava com isso. Desde que obtivesse o que queria, dava-me por satisfeito. Mas, é claro, se eu importunava e agredia as pessoas, estas passavam a tratar-me de igual maneira.
Cresci um pouco e um dia percebi que a situação era desconfortante. Preocupei-me, mas não sabia como me modificar.
O aprendizado aconteceu num domingo em que fui, com meus pais e meus irmãos, passar o dia no campo. Corremos e brincamos muito até que, para descansar um pouco, dirigi-me à margem do riacho que corria entre um pequeno bosque e os campos. Ali encontrei uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar. Era uma tartaruga. Examinei-a com cuidado e quando me aproximei mais, o estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca. Foi o que bastou. Imediatamente decidi que ela devia sair para fora e, tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam na carapaça. Mas os meus esforços resultavam vãos e eu estava ficando, como sempre, impaciente e irritado.
Foi quando meu pai se aproximou de mim. Olhou por um instante o que eu estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente: "Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai conseguir nada, mesmo que fique um mês cutucando a tartaruga. Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o bichinho."
Acompanhei-o. Ele se deteve perto da fogueira acesa e me disse: "Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo. Escolha um lugar morno e agradável."
Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a tartaruga colocou a cabeça de fora e caminhou tranqüilamente em minha direção. Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim, observando:
"Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com elas, procure nunca empregar a força. O calor de um coração generoso pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e espontaneidade."
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Atire a vaquinha pelo precipício
Um Mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita. Durante o percurso, ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas às oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.
Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar: sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal e três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas... Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou:
- Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?
E o senhor calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros alimentícios e a outra parte nós produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo e assim vamos sobrevivendo.
O sábio agradeceu pela informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
- Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali a frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos, até que, um belo dia, ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo aquela família, pedir perdão e ajudá-los. E assim o fez.
Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado, imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sitio para sobreviver. "Apertou" o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos. O caseiro respondeu:
- Continuam morando aqui.
Espantado, entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha):
- Como o senhor melhorou este sítio e está muito bem de vida?
E o senhor, entusiasmado, respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Aí resolvemos plantar algumas sementes que os vizinhos nos emprestaram, passamos a cuidar das plantas com bastante cuidado, colhemos e vedemos na cidade. Com o dinheiro, compramos mais sementes, plantamos, compramos ferramentas para cuidar da terra, plantamos cada vez mais e vendemos tudo. Aí tivemos que comprar uma carroça maior, e mais uma carroça e também começamos a levar a produção dos sítios vizinhos... e por aí foi... acabamos comprando os sítios ao nosso redor, aumentamos as plantações e os nossos ganhos... e chegamos onde estamos. Hoje, agradecemos à Deus pela vaquinha ter caído no precipício. Daí em diante, tivemos que
Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual é a sua e empurre a sua vaquinha morro abaixo; será sua oportunidade de fazer outras coisas e desenvolver novas habilidades.
domingo, 13 de maio de 2007
Sorte
Conta-se que certa vez dois irmãos foram admitidos em uma Empresa na função de faxineiro, visto que tinham pouca instrução.
Um dia, foi oferecida a oportunidade para todos que a quisesse de, após o término do expediente, ficar até mais tarde e cursar o supletivo por conta da Empresa.
Um dos irmãos imediatamente agarrou esta chance. O outro, porém, acomodado à própria situação, disse: Eu, hein, fazer hora-extra sem receber para isso...
Em outras ocasiões, a história se repetiu: oportunidades eram oferecidas - cursos de digitação, informática, noções de contabilidade, treinamentos em relacionamento humano, etc - um agarrava de frente a oportunidade, investindo seu tempo no desenvolvimento pessoal e profissional; o outro, sempre com "belas" justificativas para não ser "explorado", apresentava desculpas das mais diversas tais como: E o meu futebol, meu programa de televisão, o barzinho com os "amigos", etc...
Passado algum tempo, aquele irmão que investira seu tempo com afinco em seu aperfeiçoamento foi se destacando... Tanto que à medida que foram surgindo vagas dentro da Empresa, a ele eram oferecidas. E isto o exigia mais ainda em empenho, e prontamente ele dedicava-se mais e mais...
Tempos depois, chegou a gerente, não apenas mais um gerente mas sim o melhor gerente da Empresa.
E foi feita uma festa em homenagem ao rapaz.
Na festa, alguém que não sabia do parentesco entre o ainda faxineiro e o então gerente, aproximou-se daquele e disse: Formidável este gerente!
- É... e ele é meu irmão... - disse o faxineiro.
- Seu irmão? - exclamou, incrédulo, o interlocutor - E ele é gerente e você faxineiro...
- É... na vida ele teve sorte...! - Concluiu o faxineiro.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Viver como as flores
Era uma vez um jovem que caminhava ao lado do seu mestre. Ele perguntou:
- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, outras mentirosas... sofro com as que caluniam...
- Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
- Repare nestas flores - continuou o mestre - apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas...
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros nos importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora... Não se deixe contaminar por tudo aquilo que o rodeia... Assim, você estará vivendo como as flores!
terça-feira, 1 de maio de 2007
A carpa
A carpa japonesa (koi) tem a capacidade natural de crescer de acordo com o tamanho do seu ambiente. Assim, num pequeno tanque, ela geralmente não passa de cinco ou sete centímetros -- mas pode atingir três vezes esse tamanho, se colocada num lago.
Da mesma maneira, as pessoas têm a tendência de crescer de acordo com o ambiente que as cerca. Só que, neste caso, não estamos falando de características físicas, mas de desenvolvimento emocional, espiritual e intelectual.
Enquanto a carpa é obrigada, para seu próprio bem, a aceitar os limites do seu mundo, nós estamos livres para estabelecer as fronteiras de nossos sonhos. Se somos um peixe maior do que o tanque em que fomos criados, em vez de nos adaptarmos a ele, devíamos buscar o oceano -- mesmo que a adaptação inicial seja desconfortável e dolorosa.
Pense nisto. Existe um oceano esperando por você.