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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Uma Flor Rara


Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um marido maravilhoso,
filhos perfeitos, um emprego que lhe pagava muitíssimo bem, uma família
unida.

O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os
afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em
algumas áreas.

Se o trabalho lhe consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se
surgiam problemas, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas
que ela amava eram sempre deixadas para depois.

Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma
flor muito cara e raríssima, da qual havia um apenas exemplar em todo o
mundo.

E disse a ela:

-- Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina! Você
terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, ás vezes conversar
um pouquinho com ela, e ela te dará em troca esse perfume maravilhoso e
essas lindas flores.

A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem
igual.

Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo
o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia
cuidar da flor.

Ela chegava em casa, olhava a flor e as flores ainda estavam, lá, não
mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas,
perfumadas.

Então ela passava direto.

Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu.

Ela chegou em casa e levou um susto!

Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores
caídas e suas folhas amarelas.

A jovem chorou muito, e contou a seu pai o que havia acontecido.

Seu pai então respondeu:

-- Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te dar outra
flor, porque não existe outra igual a essa, ela era única, assim como
seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que o Senhor te
deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a
eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se
acostumou a ver a flor sempre lá, sempre florida, sempre perfumada, e se
esqueceu de cuidar dela.

Cuide das pessoas que você ama!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Lenço amarelo

Era uma vez um jovem que se encontrava em um trem e
mostrava-se muito ansioso, nervoso e caminhava de um lado
para o outro.

Então um senhor que já a algum tempo o observava disse-lhe:

-- Rapaz, por que estás tão inquieto?

O rapaz respondeu:

-- Não adianta contar-lhe pois não podes me ajudar. E
continuou ansioso, andando de um lado para o outro.

O senhor, mais uma vez tentou conversar com ele dizendo:

Meu rapaz, conte-me o que está te angustiando tanto. Talvez
eu possa te ajudar.

Então o jovem falou:

-- Há muito tempo atrás deixei meu pai, minha casa e fui
morar longe. Tentar uma vida independente, mas, agora
resolvi voltar e então escrevi, pedindo para meu pai
receber-me de volta e avisei-lhe que estaria nesse trem.
Se ele concordasse com minha volta, pedi que amarrasse um
lenço amarelo em um galho bem alto da árvore que fica na
frente da casa. Agora, o que está me angustiando é que
estou chegando e tenho receio de que não tenha nenhum
lenço, então saberei que ele não me perdoou e assim,
seguirei em viagem.

O senhor, então lhe falou:

-- Fique tranqüilo que eu ficarei na janela e olharei
prá você.

Quando se aproximou do lugar onde o rapaz morava, o senhor
colocou-se na janela.

Passando o trem, o rapaz perguntou:

-- E então? Vês um lenço amarelo na árvore?

O homem respondeu:

-- Não. Eu não vejo um lenço amarelo... Mas, muitos lenços
amarelos... Um em cada galho da árvore!!!