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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Meu irmão mais velho

Nunca pensei que fosse sentir falta das meias malcheirosas do meu irmão espalhadas pelo chão ou da música que ele ouvia no volume máximo sempre que estava em casa. Mas, desde que ele foi para a faculdade, sinto meu coração apertado. Estou morrendo de saudades. Sempre fomos muito próximos, apesar da diferença de idade - eu tenho quatorze anos.

Meu irmão é um cara fora do comum, inteligente e gentil. Além disso, minhas amigas vivem suspirando pelos cantos e dizendo que ele é lindo. Mas o que me faz sentir tanto orgulho é o jeito como ele lida com as coisas, como trata os amigos e a família, como se importa com as pessoas. É assim que eu quero ser. Se vocês não se importarem, eu gostaria de explicar o que quero dizer...

Ele se candidatou a quatorze faculdades e foi aceito em todas, menos na que queria, a Brown University. Então optou pela Segunda escolha. Tudo correu bem no primeiro ano de faculdade, mas ele não estava satisfeito. Ao voltar para casa nas férias de verão, ele contou que tinha bolado uma estratégia para entrar na Brown. Queria saber se nós o apoiaríamos.

Seu plano era se mudar para Rhode Island, perto da Brown, arrumar um emprego e fazer tudo o que pudesse para ficar conhecido na área. Ele trabalharia duro e tinha certeza de que alguém iria notá-lo. Não era uma decisão fácil para meus pais, porque significava concordar que ele ficasse um ano fora da faculdade, o que para eles era assustador. Mas meus pais confiavam no meu irmão e o encorajaram a fazer o que achasse necessário para realizar seu sonho.

Não demorou muito para ele ser contratado como produtor de peças de teatro - é, adivinharam - na Brown. Era sua chance para brilhar, e ele brilhou. Nenhuma tarefa era grande ou pequena demais. Ele se dedicou totalmente ao trabalho. Conheceu professores e administradores, contou a todo mundo sobre seu sonho e nunca hesitou em dizer-lhes o que estava buscando.

E no final do ano, é óbvio, quando ele tornou a se candidatar à Brown, foi aceito.

Ficamos todos extremamente felizes e eu senti enorme orgulho do meu irmão. Aprendi uma lição importante - uma lição que ninguém poderia ter me ensinado com palavras, uma lição que eu só poderia aprender vendo com meus próprios olhos. Se eu der duro pelo que quero, se continuar tentando mesmo depois de ser rejeitada, meus sonhos também podem se realizar. Este é um presente que eu ainda guardo no coração. Por causa do meu irmão, eu confio na vida.

Recentemente, fui sozinha a Rhode Island para visitá-lo e tive uma semana sensacional, sem adultos por perto. Na noite anterior à minha volta, estávamos conversando sobre vários assuntos quando meu irmão, olhando nos meus olhos, disse que eu nunca fizesse nada que não achasse certo, por mais que os outros insistissem. Também disse para eu confiar sempre no desejo do meu coração.

Chorei durante toda a minha viagem de volta, sabendo que meu irmão e eu seremos sempre amigos e me dando conta da sorte que é ser sua irmã. Uma coisa estava diferente: eu não me senti mais uma garotinha. Parte de mim havia crescido naquela viagem e pela primeira vez pensei na grande tarefa que me esperava em casa. Tenho uma irmã dez anos mais nova e quero ajudá-la a fazer as escolhas certas. Hoje sei como é importante ter um ótimo professor.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

O Elefante Acorrentado

Você já observou elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.

Que mistério! Por que o elefante não foge?

Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: o elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.

Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar os grilhões é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.

Muitos se sentem inexperientes, incapazes e preferem se render ao velho e costumeiro cotidiano... Mas só tentando novamente, com fé e coragem é que conseguirão arrebentar estas correntes que os prendem as fraquezas.

Não fiquem esperando que o circo venha a pegar fogo, a hora de começar a agir é agora!!!

terça-feira, 4 de março de 2008

PEIXE FRESCO

PEIXE FRESCO

Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas.

Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a
pescar mais longe do que nunca.

Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar.

Se a viagem de volta levasse mais que alguns dias, o peixe não era mais fresco. Os japoneses não gostaram do
gosto destes peixes.

Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos.

Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais
longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.

Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram
do peixe congelado. Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos.

Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar
esses peixes nos tanques, como 'sardinhas'.
Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam
vivos, porém cansados e abatidos.

Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes
perdiam o gosto de frescor.

Os consumidores japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.

Como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão, peixes com gosto de puro
frescor?

Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?

Antes da resposta, leia o que vem abaixo:

Quando as pessoas atingem seus objetivos - tais como: quando encontram uma namorada maravilhosa, quando começam
com sucesso numa empresa nova, quando pagam todas as suas dívidas, ou o que quer que seja, elas podem perder as
suas paixões.

Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então, relaxam. Elas passam pelo mesmo
problema dos ganhadores de loteria, que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros, que nunca
crescem, e de donas-de-casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.

Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples.

L. Ron Hubbard observou, no começo dos anos 50:

'O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador'.

Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema.

Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você
fica muito feliz.

Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia.

Você fica excitado e com vontade de tentar novas soluções.

Você se diverte. Você fica vivo!

Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de
tanques, nos barcos.

Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque.

O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega 'muito vivo'.

E fresco no desembarque. Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques.

Portanto, como norma de vida, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles.

Massacre-os.

Curta o jogo.

Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista, se reorganize!

Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.

Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores.

Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá ao encontro dos objetivos do seu
grupo, da sociedade e, até mesmo, da humanidade.

Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele.

Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.
'Ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar...'

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O Ex-mendigo

Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se
na calçada e colocava ao lado uma placa com os dizeres:

"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou
muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou
um sucesso, sou saudável e bem humorado.."

Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros
até davam-lhe dinheiro.Todos os dias, antes de dormir, ele contava o
dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.

Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava
há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:

-Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da
empresa?

-Vamos lá. Só tenho a ganhar! Respondeu o mendigo.

Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.

Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e com o tempo ele
tornou-se um dos sócios da empresa.

Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu como conseguira sair
da mendicância para tão alta posição. Contou ele:

-Bem, houve uma época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma
placa ao lado, que dizia:

"Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um
homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego
que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!"

-As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele
atentei para um trecho que dizia:

"Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que
esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de
sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si
mesmo e aos outros que você é próspero.."

-Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi
trocar os dizeres da placa para:

"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou
muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou
um sucesso, sou saudável e bem humorado.."

-E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa
certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive
apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo
o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso
acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto
afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos
bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores
ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas
as nossas crenças.

Uma repórter, ironicamente, questionou:

- O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa
simples placa modificaram a sua vida?

Respondeu o homem, cheio de bom humor:

-Claro que não, minha ingênua amiga!
Primeiro eu tive que acreditar nelas!!!

sábado, 14 de julho de 2007

Qualidades em serviços


Paulo trabalhava em uma empresa há dois anos.

Sempre foi um funcionário sério, dedicado e cumpridor de suas obrigações.

Nunca chegava atrasado.

Por isso mesmo já estava com 02 anos na empresa, sem ter recebido uma única reclamação.

Certo dia, porém, ele foi até o diretor para fazer uma reclamação:

- Sr. Gustavo, tenho trabalhado durante estes dois anos em sua empresa com toda a dedicação, só que me sinto um tanto injustiçado.

Fiquei sabendo que o Fernando, que tem o mesmo cargo que eu e está na empresa há somente 06 meses e já vai ser promovido ??...

Gustavo, fingindo não ouvi-lo, disse:

- Foi bom você vir aqui.

Tenho um problema para resolver e você poderá me ajudar. Estou querendo dar frutas como sobremesa ao nosso pessoal após o almoço de hoje. Aqui na esquina tem uma barraca de frutas. Por favor, vá até lá e verifique se eles tem abacaxi.

Paulo, sem entender direito, saiu da sala e foi cumprir a missão.

Em cinco minutos estava de volta.

- E aí Paulo? - Perguntou Gustavo.

- Verifiquei como o senhor pediu e eles tem abacaxi sim...

- E quanto custa ???

- Ah, Isso eu não perguntei não...

- Eles tem abacaxi suficiente para atender a todo nosso pessoal ???

- Também não perguntei isso não...

- Há alguma fruta que possa substituir o abacaxi ???

- Não sei não...

- Muito bem Paulo. Sente-se ali naquela cadeira e aguarde um pouco.

O diretor pegou o telefone e mandou chamar o novato Fernando.

Deu a ele a mesma orientação que dera ao Paulo.

Em dez minutos, Fernando voltou.

- E então ??? - Indagou Gustavo.

- Eles têm abacaxi, sim Seu Gustavo. E é o suficiente para todo nosso pessoal e, se o senhor preferir, têm também laranja, banana, melão e mamão. O abacaxi estão vendendo a R$1,50 cada; a banana e o mamão a R$1,00 o quilo; o melão R$1,20 a unidade e a
laranja a R$20,00 o cento, já descascada... Mas como eu disse que a compra seria em grande quantidade, eles nos concederão um desconto de 15%. Deixei reservado...

Conforme o Senhor decidir, volto lá e confirmo o pedido! - Explicou Fernando.

Agradecendo pelas informações, o patrão dispensou-o.

Voltou-se para Paulo, que permanecia sentado e perguntou- lhe:

- Paulo, o que foi que você estava me dizendo ???

- Nada não, patrão. Esqueça. Com licença...

E Paulo deixou a sala...

quinta-feira, 7 de junho de 2007

A morte do responsável

Uma empresa estava em situação muito difícil, as vendas iam mal, os trabalhadores estavam desmotivados, os balanços há meses não saíam do vermelho. Era preciso fazer algo para reverter o caos. Ninguém queria assumir nada. Pelo contrário, o pessoal apenas reclamava que as coisas andavam ruins e que não havia perspectiva de
progresso na empresa.

Eles achavam que alguém deveria tomar a iniciativa de reverter aquele processo.
Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um enorme cartaz no qual estava escrito:
" Faleceu ontem a pessoa que impedia o seu crescimento na empresa. Você está convidado para o velório na quadra de
esporte".

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava bloqueando seu crescimento na empresa.
A agitação na quadra de esporte era tão grande que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão a excitação aumentava: " Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ??
Ainda bem que esse infeliz morreu".

Um a um, os funcionários agitados aproximavam-se do caixão, olhavam o defunto e engoliam em seco, ficando no mais absoluto silêncio como se tivessem sido atingidos no fundo da alma.
Pois bem, certamente você já advinhou que no visor do caixão havia um espelho.

Pense nisso:
Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: você mesmo.
Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida.
Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida.
Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo.
É dentro do seu coração que você vai encontrar a energia para ser o artista de sua criação.
O resto são desculpas.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

A raposa e o coelho

Caminhando com um discípulo, um mestre zen apontou-lhe uma raposa que perseguia um coelho.

- Segundo uma lenda antoiga, o coelho sempre escapa da raposa - disse o mestre.

- Não acho - comentou o discípulo - A raposa é mais rápida.

- Mas o coelho vai enganá-la - insistiu o mestre.

- Por que o senhor tem tanta certeza? - perguntou o discípulo.

- Porque a raposa corre pela sua refeição e o coelho, pela sua vida - respondeu o mestre.

A motivação pelo qual realizamos uma tarefa é que vai determinar sua qualidade final.

A lebre e a tartaruga

Um dia uma tartaruga começou a contar vantagem dizendo que corria muito depressa, que a lebre era muito mole, e enquanto falava, a tartaruga ria e ria da lebre. Mas a lebre ficou mesmo impressionada foi quando a tartaruga resolveu apostar uma corrida com ela.
"Deve ser só de brincadeira!", pensou a lebre.

A raposa era o juiz e recebia as apostas. A corrida começou, e na mesma hora, claro, a lebre passou à frente da tartaruga. O dia estava quente, por isso lá pelo meio do caminho a lebre teve a idéia de brincar um pouco. Depois de brincar, resolveu tirar uma soneca à sombra fresquinha de uma árvore.

"Se por acaso a tartaruga me passar, é só correr um pouco e fico na frente de novo", pensou.

A lebre achava que não ia perder aquela corrida de jeito nenhum. Enquanto isso, lá vinha a tartaruga com seu jeitão, arrastando os pés, sempre na mesma velocidade, sem descansar nem uma vez, só pensando na chegada. Ora, a lebre dormiu tanto que esqueceu de prestar atenção na tartaruga. Quando ela acordou, cadê a tartaruga? Bem que a lebre se levantou e saiu zunindo, mas nem adiantava! De longe ela viu a tartaruga esperando por ela na linha de chegada.

Andar com determinação e sempre, mesmo que devagar, se chega na frente.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

De Quem é o Presente?

Perto de Tóquio vivia um grande samurai idoso que agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário. Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos, contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. Conhecendo a reputação do samurai, estava ali para derrotá-lo, e aumentar sua fama. Todos os estudantes se manifestaram contra a ideia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direcção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados pelo fato de que o mestre aceitar tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram: - Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre - Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo. A sua paz interior, depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, só se você permitir...

sábado, 28 de abril de 2007

A atitude de um vencedor


Numa determinada floresta havia 3 leões. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse:
- Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem 3 leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?

Os 3 leões souberam da reunião e comentaram entre si:
- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter 3 reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido. Mas como descobrir ?

Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos. O impasse estava formado. De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de muito tempo eles tiveram uma idéia excelente.

O macaco se encontrou com os 3 felinos e contou o que eles decidiram:
- Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.

- Montanha Difícil ? Como assim ?

- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 3 deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis.

A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada.

O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.

Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os 3 foram derrotados ? Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra:
- Eu sei quem deve ser o rei. Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa.

Todos gritaram para a Águia:
- A senhora sabe, mas como sabe?

- É simples... eu estava voando entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.
O primeiro leão disse:
- Montanha, você me venceu!

O segundo leão disse:
- Montanha, você me venceu!

O terceiro leão também disse que foi vencido, mas, com uma diferença. Ele olhou para sua dificuldade e disse:
- Montanha, você me venceu, por enquanto! mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.
E calmamente a águia completou:
- A diferença é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros!

Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis.