segunda-feira, 20 de maio de 2013

O Sonho de Mulla Nasrudin




Mulla Nasrudin sonhou que estava no céu e que tudo à sua volta era muito bonito e fácil. Só encontrava beleza e não precisava fazer esforço para nada, bastava desejar alguma coisa - qualquer coisa - e ela aparecia.
Nasrudin tinha tudo que queria e estava supersatisfeito, os milagres aconteciam sempre que desejava. Foi bom demais por algum tempo, até que ele começou a se entediar, deixou de achar graça naquela vida. Aí resolveu procurar algum problema, qualquer situação que lhe aborrecesse ou até lhe fizesse ficar deprimido, porque já não suportava mais tanta maravilha.
Não encontrou nada que o perturbasse. Passou a procurar um trabalho para fazer, uma responsabilidade qualquer e não havia nada, porque era perfeito.
No seu sonho Mulla Nasrudin gritou: - Não aguento mais! Estou cheio de não fazer nada e de ter tudo! Preferiria estar no Inferno!
E uma voz lhe respondeu: - E onde é que você pensa que está?
Por isso é que é isso: o céu e o inferno não são localizados geograficamente; mas emocional e psicologicamente. Cada um faz seu céu ou inferno no seu espaço interior.

No momento em que você compreender que o céu ou o inferno estão somente dentro de você, poderá mudar inteiramente a sua vida. Enquanto não compreender, não haverá transformação.

E você? Onde pensa que estás?

domingo, 19 de maio de 2013



A última vontade do rei Hibban

         Naquele tempo, em Mokala, reinava o poderoso Hibban, um dos mais vaidosos monarcas que têm vivido em todos os tempos. Sua preocupação única era imitar os imperadores célebres e os vultos notáveis da História.
Ouvira ele contar que os soberanos mais famosos do mundo pronunciaram sempre, antes de morrer, palavras que se tornaram célebres. E não poderia ele, também glorificar a sua morte pronunciando uma frase notável, digna de figurar nos anais da História, uma frase fulgurante que ficasse perpetuada, através dos séculos, pela Fama e pela Glória?
Mas qual seria? Que deveria ele dizer aos súditos mokalenses no derradeiro momento de sua vida? Um conselho? Uma imprecação? Um pensamento famoso?
Na dúvida - e como não lhe ocorresse uma idéia aproveitável - mandou o rei Hibban chamar o seu talentoso secretário Salin Sady, homem de sua inteira confiança, e contou-lhe, pedindo-lhe absoluto segredo, o grande desejo de sua vaidade doentia.
Depois de meditar algum tempo, o digno secretátio respondeu:
- Conheço um verso de Masuk, o celébre poeta kurdo, que é magistral! Se pronunciar esse verso em dialeto kurdo, fará uma coisa original, nunca vista. Ademais, o verso a que me refiro, exprime um desejo nobre, um pensamento genial, digno de um verdadeiro rei.
- É exatamente um verso emocionante que mais me agrada e que melhor poderá servir ao rei de Mokalla. Mas qual é, afinal, o verso do grande Mazuk? Quero decora-lo.
E o inteligente Salin Sady ensinou ao bom monarca o verso magistral de Mazuk, o maior dos poetas do Afeganistão: 'Naib aq vast y harde nosteby katib.'
Cuja tradução (declarou Sady) seria: 'Esquecei meus erros, pois só errei com a intenção de acertar'.
Guardou o rei Hibban de memória o verso. Um dia sentindo-se muito doente, mandou chamar seus conselheiros, vizires, cadis e todos os grandes dignitários do reino e pronunciou sua última vontade, bem alto, devagar e solene para que todos ouvissem. E tão violenta comoção daquele momento, que o vaidoso rei morreu.
A cena impressionou profundamente a todos os presentes.
- Mas o que tinha dito o Rei Hibban? - perguntavam uns aos outros, pois ninguém conhecia o complicado dialeto kurdo.
Dez escribas registraram palavra por palavra, traduzida depois pelos doutores mais ilustres de Mokala. A tradução caiu como uma bomba no meio da nobreza.
Puderam todos verificar, com assombro, que o poderoso rei, senhor de Mokala, havia dito, apenas o seguinte: 'Deixo tudo o que tenho para o meu bom secretário!

Nunca decida sobre o que desconheças... descubra, procure, busque...  

domingo, 5 de maio de 2013

A última questão... Uma lição



A última questão... Uma lição

Durante meu segundo mês na escola de enfermagem, nosso professor nos deu um questionário. Eu era bom aluno e respondi rápido todas as questões até chegar a última que era: "Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?"
Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela?
Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota.
“- É claro!”, respondeu o professor.
“-Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples "alô".”
Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.

Nunca deixe de conhecer, cumprimentar e sorrir para todas as pessoas ao seu redor íntimo... Um olhar, um sorriso, um cumprimento faz toda a diferença.

sábado, 4 de maio de 2013

Apenas mais um conto... mas de Fé...

Uma pobre mulher morava em uma humilde casinha com sua neta que estava muito doente.

Como não tinha dinheiro sequer para levá-la a um médico e, vendo que, apesar de seus muitos cuidados e remédios, a pobre criança piorava a cada dia, resolveu iniciar a caminhada de duas horas até a cidade próxima em busca de ajuda.

Chegando no único hospital público da região, foi aconselhada a voltar pra casa e trazer a neta junto, para que fosse examinada.

Quando ia voltando, já desesperada por saber que sua neta não conseguiria mais sequer levantar da cama sozinha, a senhora passou em frente a uma igreja e, como tinha muita fé em Deus, apesar de nunca ter entrado em uma igreja, resolveu pedir ajuda.

Ao entrar, encontrou algumas senhoras ajoelhadas fazendo orações.

A mulher se aproximou das senhoras, contou sua história e pediu que incluíssem em suas orações, a netinha querida.

Todas convidaram a sofrida senhora para juntar-se a elas e orar pela pequena.

Após quase uma hora de fervorosas orações e pedidos de intercessão ao Pai, as senhoras já iam se levantando quando a mulher disse:

- Eu também gostaria de fazer uma oração especial. E gostaria que vocês me acompanhassem.

Começou:

- Deus, sou eu, a Maria. Olha, a minha neta está muito doente, Deus; assim, eu gostaria que o Senhor fosse lá curá-la. Deus, anota aí que eu vou dizer onde fica.

As senhoras estranharam, mas continuaram ouvindo.

- Já está com a caneta, Deus? É muito fácil: o Senhor vai seguindo o caminho das pedras e quando passar o rio com a ponte, o Senhor entra na segunda estradinha de barro. Não vai errar, tá?

As senhoras que tudo acompanhavam, estranharam a oração e algumas até se esforçaram para não rir.

Ela continuou:

- Seguindo mais uns 20 minutinhos tem uma vendinha... O Senhor entra na rua depois do pé de mangueira que o meu barraquinho é o último da rua. Pode ir entrando que não tem cachorro. Olha Deus, a porta tá trancada, mas a chave fica embaixo do tapetinho vermelho na entrada. O Senhor pega a chave, entra e cura a minha netinha, por favor.

Mas olha só, Deus, por favor, não esquece de colocar a chave de novo embaixo do tapetinho vermelho senão eu não consigo entrar quando chegar em casa... Muito obrigada, obrigada mesmo, meu Deus. Conto com o Senhor!

A esta altura algumas senhoras já não continham os sorrisos, outras estavam surpresas e algumas aconselharam a velha senhora:

- Olha, Dona Maria, as orações não funcionam assim... Existe uma maneira correta de rezar e pedir as graças desejadas... Se preferir, continuamos rezando mais alguns minutos por sua neta e a senhora pode voltar para sua casa, está bem?

A mulher acenou com a cabeça, agradeceu e sentiu-se desconsolada, pois nem rezar por sua neta conseguiu fazer direito.

Chegando em casa, ao entrar, assustou-se ao ver a neta correndo ao seu encontro.

Cheia de alegria e felicidade, deu um grande e caloroso abraço na menina, dizendo:

- Minha neta, você esta de pé! Como é possível?!?

E a menina, olhando carinhosamente para a avó, disse:

- Eu ouvi um barulho na porta e pensei que era a senhora voltando; porém, entrou um homem no meu quarto, muito alto, vestido de branco e mandou que eu levantasse. Não sei como, mas eu simplesmente levantei.

E com os olhos cheios de lágrimas, a menina continuou.

- Depois ele sorriu, beijou minha testa e disse que tinha de ir embora, mas pediu que eu avisasse a senhora que ele ia deixar a chave embaixo do tapetinho vermelho...

Não importa como ou a forma que você reza. O que importa é o coração puro e a fé que você coloca em suas orações. Peça com fé, e você receberá.


Não importa em quem você acredita, a Fé faz toda a diferença - Acredite!!!



 

O Samurai e o Mestre Zen

Certo dia, um Samurai, que era um guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Zen. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, sua beleza e o encanto daquele momento, o Samurai sentiu-se repentinamente inferior.

Ele então disse ao Mestre:

- "Por que estou me sentindo inferior? Apenas um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente me senti inferior e jamais me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Por que estou me sentindo assustado agora?"

O Mestre falou:

- "Espere. Quando todos tiverem partido, responderei."

Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o Samurai estava ficando mais e mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o Samurai perguntou novamente:

- "Agora o senhor pode me responder por que me sinto inferior?"

O Mestre o levou para fora. Era uma noite de lua cheia e a lua estava justamente surgindo no horizonte. Ele disse:

- "Olhe para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado de minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor jamais disse à maior: 'Por que me sinto inferior diante de você?' Esta árvore é pequena e aquela é grande - este é o fato, e nunca ouvi sussurro algum sobre isso."

O Samurai então argumentou:

- "Isto se dá porque elas não podem se comparar."

E o Mestre replicou:

- "Então não precisa me perguntar. Você sabe a resposta. Quando você não compara, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Você é o que é e simplesmente existe. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, você é você mesmo. Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Buda, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer.

"Simplesmente olhe à sua volta. Tudo é necessário e tudo se encaixa. É uma unidade orgânica: ninguém é mais alto ou mais baixo, ninguém é superior ou inferior. Cada um é incomparavelmente único. Você é necessário e basta. Na Natureza, tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida!"



Pois então, meus queridos, tudo é expressão igual de vida... 

De olho nas metas

Era uma vez um cocheiro que dirigia uma carroça cheia de abóboras.

A cada solavanco da carroça, ele olhava para trás e via que as abóboras estavam todas desarrumadas.

Então ele parava, descia e colocava-as novamente no lugar. Mal reiniciava sua viagem, á vinha outro solavanco e... tudo se desarrumava de novo.

Então ele começou a ficar desanimado e pensou: "jamais vou conseguir terminar minha viagem!

É impossível dirigir nesta estrada de terra, conservando as abóboras arrumadas!".

Quando estava assim pensando, passou à sua frente outra carroça cheia de abóboras e ele observou que o cocheiro seguia em frente e nem olhava para trás: as abóboras que estavam desarrumadas organizavam-se sozinhas no próximo solavanco.

Foi quando ele compreendeu que, se colocasse a carroça em movimento na direção do local onde queria chegar, os próprios solavancos da carroça fariam com que as abóboras se acomodassem em seus devidos lugares.

Assim também é a nossa vida: quando paramos demais para olhar os problemas, perdemos tempo e nos distanciamos das nossas metas.


Foco nas metas e nos desejos... Não deixe de olhar para os problemas, seja responsável, mas muitos vão se resolver com o "andar da carroça".

Sendo amável

Em uma noite de tempestade, muitos anos atrás, um homem e sua esposa entraram em um pequeno hotel para fugir da chuva.

- Você poderia nos arranjar um quarto? O marido perguntou.

O atendente, um homem jovem e gentil com um largo sorriso, olhou o casal e explicou que estavam acontecendo três convenções na cidade.

- Todos os nossos quartos estão ocupados. Disse o balconista. - Mas eu não posso deixar o simpático casal na chuva à essa hora da noite. Se estiverem dispostos a dormir em meu quarto... Não é exatamente uma suite, mas será o suficiente para deixar-lhes confortáveis durante a noite.

Quando o casal recusou, o jovem insistiu,

- Não se importem comigo. Eu consigo me ajeitar

Assim o casal acabou concordando.

Ao pagar a conta na manhã seguinte, o homem disse ao jovem atendente,

- Você é o tipo de gerente que deveria cuidar do melhor hotel do país. Talvez algum dia eu construa um para você.

O atendente deu-lhes uma piscadela e sorriu. Os três deram uma boa gargalhada. Enquanto se afastavam, o casal comentou entre si que encontrar pessoas tão amigáveis e úteis não é fácil.

Dois anos se passaram. O atendente tinha-se esquecido do incidente quando recebeu uma carta daquele homem. Lembrava daquela noite de tempestade e incluía uma passagem de ida e volta para New York, pedindo que o jovem lhes fizesse uma visita.

O homem o recebeu em New York e conduziu-se lhe à um ponto da quinta avenida. Apontou então um novo e grande edifício, um palácio de pedras avermelhadas, com torres apontando para o céu.

- Aquele, - disse o homem, - é o hotel que eu só construí para que você seja o gerente.

- Você deve estar brincando. Respondeu o jovem.

- Posso garantir-lhe que não estou. O homem respondeu abrindo um sorriso.

O nome do homem era William Waldorf Astor, e a estrutura magnífica era o original The Waldorf-Astoria Hotel, hoje um dos hoteis mais luxuosos do mundo.

Aquele atendente que se tornou seu primeiro gerente era George C. Boldt.

Aquele atendente jamais imaginou que uma atitude tão simples como a de cumprir bem e amavelmente o seu papel, lhe levaria a se tornar o gerente de um dos mais fascinantes hotéis do mundo


Pratique a amabilidade... o céu pode se abrir...
 

20 Anos Cego

20 anos cego

Há muito tempo atrás, um casal de idosos que não tinha filhos, morava em uma casinha humilde de madeira, tinha uma vida muito tranquila, alegre, e ambos se amavam muito.
Eram felizes. Até que um dia... Aconteceu um acidente com a senhora. Ela estava trabalhando em sua casa quando começa a pegar fogo na cozinha e as chamas atingem todo o seu corpo.
O esposo acorda assustado com os gritos e vai a sua procura, quando a vê coberta pelas chamas e imediatamente tenta ajudá-la.
O fogo também atinge seus braços e, mesmo em chamas, consegue apagar o fogo.
Quando chegaram os bombeiros já não havia muito da casa, apenas uma parte, toda destruída.
Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave. Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da UTI e foi ao encontro de sua amada.
Ainda em seu leito a senhora toda queimada, pensava em não viver mais, pois estava toda deformada, queimara todo o seu rosto.
Chegando ao quarto de sua senhora, ela foi falando:
— Tudo bem com você meu amor?
— Sim, respondeu ele, pena que o fogo atingiu os meus olhos e não posso mais enxergar, mas fique tranquila, amor, que sua beleza está gravada em meu coração para sempre.
Então triste pelo esposo, a senhora pensou consigo mesma:
"Como Deus é bom, vendo tudo o que aconteceu a meu marido, tirou-lhe a visão para que não presencie esta deformação em mim. As chamas queimaram todo o meu rosto e estou parecendo um monstro. E Deus é tão maravilhoso que não deixou ele me ver assim, como um monstro Obrigado Senhor!"
Passado algum tempo e recuperados milagrosamente, voltaram para uma nova casa, onde ela fazia tudo para o seu querido e amado esposo, e o esposo agradecido por tanto amor, afeto e carinho, todos os dias dizia-lhe:
— COMO EU TE AMO. Você é linda demais. Saiba que você é e será sempre, a mulher da minha vida!
E assim viveram mais 20 anos até que a senhora veio a falecer. No dia de seu enterro, quando todos se despediam da bondosa senhora, veio aquele marido com os olhos em lágrimas, sem seus óculos escuros e com sua bengala nas mãos.
Chegou perto do caixão, beijou o rosto acariciando sua amada, disse em um tom apaixonante:
— Como você é linda, meu amor, eu te amo muito.
Ouvindo e vendo aquela cena, um amigo que está ao seu lado, perguntou se o que tinha acontecido era milagre. Pois parecia que o velhinho parecia enxergar sua amada.
O velhinho olhando nos olhos do amigo, apenas falou com as lágrimas rolando quentes em sua face:
— Nunca estive cego, apenas fingia, pois quando vi minha amada esposa toda queimada e deformada, sabia que seria duro para ela continuar vivendo daquela maneira. Foram vinte anos vivendo muito felizes e apaixonados! Foram os 20 anos mais felizes de minha vida.
E emocionou a todos os que ali estavam presentes.

sábado, 20 de outubro de 2012



O PODER DA TRANSFORMAÇÃO

Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra.
Os temperamentos eram muito diferentes e Lin irritava-se com os hábitos e costumes da sogra, que criticava cada vez mais com insistência.
Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre ao serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.
Mas Lin, não suportando por mais tempo a ideia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.
Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou um ramalhete de ervas medicinal e disse-lhe: “Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vai misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter todo o cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas”.
Lin respondeu: “Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda”.
Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra.
Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.
Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durante todos esses meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela.
As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha.
Um dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe: “Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou”.
Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar”.
Na China, há um provérbio que diz: “A pessoa que ama os outros também será amada”. E os árabes têm outro provérbio: “O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos”.
As pessoas que mais nos dão dor de cabeça hoje poderão vir a serem as que mais nos darão alegrias no futuro.
Invista nelas... Cative-as, ouça-as, cruze o seu mundo com o mundo delas. Plante sementes. Não espere o resultado imediato... Colha com paciência.
Esse é o único investimento que jamais se perde. Se as pessoas não ganharem, você, pelo menos, ganhará: Paz interior, experiência e consciência de que fez o melhor.