terça-feira, 4 de março de 2008
PEIXE FRESCO
Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas.
Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a
pescar mais longe do que nunca.
Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar.
Se a viagem de volta levasse mais que alguns dias, o peixe não era mais fresco. Os japoneses não gostaram do
gosto destes peixes.
Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos.
Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais
longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo.
Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram
do peixe congelado. Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos.
Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar
esses peixes nos tanques, como 'sardinhas'.
Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam
vivos, porém cansados e abatidos.
Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto. Por não se mexerem por dias, os peixes
perdiam o gosto de frescor.
Os consumidores japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático.
Como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão, peixes com gosto de puro
frescor?
Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?
Antes da resposta, leia o que vem abaixo:
Quando as pessoas atingem seus objetivos - tais como: quando encontram uma namorada maravilhosa, quando começam
com sucesso numa empresa nova, quando pagam todas as suas dívidas, ou o que quer que seja, elas podem perder as
suas paixões.
Elas podem começar a pensar que não precisam mais trabalhar tanto, então, relaxam. Elas passam pelo mesmo
problema dos ganhadores de loteria, que gastam todo seu dinheiro, o mesmo problema de herdeiros, que nunca
crescem, e de donas-de-casa, entediadas, que ficam dependentes de remédios de tarja preta.
Para esses problemas, inclusive no caso dos peixes dos japoneses, a solução é bem simples.
L. Ron Hubbard observou, no começo dos anos 50:
'O homem progride, estranhamente, somente perante a um ambiente desafiador'.
Quanto mais inteligente, persistente e competitivo você é, mais você gosta de um bom problema.
Se seus desafios estão de um tamanho correto e você consegue, passo a passo, conquistar esses desafios, você
fica muito feliz.
Você pensa em seus desafios e se sente com mais energia.
Você fica excitado e com vontade de tentar novas soluções.
Você se diverte. Você fica vivo!
Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de
tanques, nos barcos.
Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque.
O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega 'muito vivo'.
E fresco no desembarque. Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques.
Portanto, como norma de vida, ao invés de evitar desafios, pule dentro deles.
Massacre-os.
Curta o jogo.
Se seus desafios são muito grandes e numerosos, não desista, se reorganize!
Busque mais determinação, mais conhecimento e mais ajuda.
Se você alcançou seus objetivos, coloque objetivos maiores.
Uma vez que suas necessidades pessoais ou familiares forem atingidas, vá ao encontro dos objetivos do seu
grupo, da sociedade e, até mesmo, da humanidade.
Crie seu sucesso pessoal e não se acomode nele.
Você tem recursos, habilidades e destrezas para fazer a diferença.
'Ponha um tubarão no seu tanque e veja quão longe você realmente pode chegar...'
Pessoas Sensíveis
Nenhum de nós pode escolher as coisas que nos acontecem, algumas boas,
outras más. Mas todos nós podemos escolher nossa resposta às coisas que
nos acontecem. Você não é prisioneiro das reações.
Algumas pessoas dizem que são muito "sensíveis", que se magoam
facilmente, que se decepcionam com amigos, colegas e família e com
aquilo que outros dizem ou fazem. Tais pessoas, que se dizem "muito
sensíveis" na verdade não têm muita sensibilidade.
Pessoas sensíveis (por definição) são capazes de obter uma gama maior de
informações sensoriais e emocionais vindas de outros e, portanto, geralmente são muito mais
compreensivas, calmas e raramente se desapontam com os comportamentos
alheios, exatamente porque sua sensibilidade aguçada mostra mais do que
as aparências, evitando que se desapontem. Além disso, pessoas sensíveis
jamais dizem que são sensíveis.
Então o que são aquelas pessoas que a todo momento se definem como
sensíveis, que ficam deprimidas por razões aparentemente pequenas e
cujos dias são destruídos por uma advertência do chefe, por uma crítica
dos colegas, por uma frase mal construída de um membro da família?
Elas não são sensíveis?
Não.
Tais pessoas são reativas - o contrário de sensíveis.
Pessoas reativas não pensam. Ou melhor, pensam que pensam, quando
somente reagem emocionalmente a qualquer coisa, sem refletir, sem
controlar,sem observar o todo, como crianças.
Todos nós somos reativos, vez ou outra, mas conforme amadurecemos nos
tornamos menos reativos e mais sensíveis,já que escolhemos nossas respostas.
Quando somos crianças, simplesmente reagimos (o que é natural), por isso
adultos reativos são, normalmente, acusados de um comportamento
infantil e birrento.
Uma pessoa sensível (por obter mais informações que estão à sua volta)
raramente perde o controle, mesmo quando atacada porque, sendo sensível, ela observa e
e-s-c-o-l-h- e a melhor r-e-s-p-o-s- t-a.
Raramente reage, como um animal faminto faria. Você não tem o poder de
escolher aquilo que te acontecerá hoje, amanhã ou depois.
Mas você tem o poder de escolher a melhor resposta à tudo o que vai
acontecer. Resposta não é reação.
Reação é sinônimo de programa automático. Resposta é sinônimo de escolha.
Seja mais sensível, esta semana, evitando dizer a primeira coisa que lhe
venha à mente, mesmo que seja algo que você diz pra você mesmo.
Escolha as palavras, escolha os pensamentos, escolha as respostas,
fugindo da armadilha que torna a vida das pessoas reativas sempre dependente de cada problema que acontece.
E observe aqueles que dizem que são "sensíveis".
Olhe o comportamento dessas pessoas.
Você verá que elas são completamente dependentes dos humores de outros e
dos acontecimentos externos. Elas simplesmente reagem por mais que
racionalizem e se enganem, afirmando que suas reações são causadas por
sua suposta sensibilidade. Sempre apresentarão razões para suas dores e
tristezas, mas ainda assim estarão somente reagindo.
Você tem o poder de escolher aquilo que é melhor. Você pode!
Porque, como afirma Stephen Covey:
"Entre o que acontece comigo e minha reação ao que acontece comigo, há
um espaço. Neste espaço está minha capacidade em escolher minhas
respostas e definir meu destino".
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Ouça, por favor
Quando peço para você me ouvir e você começa a me dar
conselhos, não está fazendo o que eu pedi.
Quando peço para você me ouvir e você começa a me dizer
por que eu não deveria me sentir assim, está ferindo
meus sentimentos.
Quando peço para você me ouvir e você acha que precisa
fazer alguma coisa para resolver o meu problema, você não
me ajudou, por mais estranho que pareça.
Não fale nem faça - apenas ouça.
Conselhos são baratos. Com pouco dinheiro, você compra uma
revista, um jornal ou um livro cheios de conselhos. E isso
eu posso fazer por conta própria. Não sou incapaz.
Talvez me desanime e hesite com frequência, mas não sou
incapaz.
Quando você faz por mim alguma coisa que eu posso e preciso
fazer por conta própria, você contribui para o meu medo
e a minha insegurança.
Mas, quando você aceita como um fato natural que eu sinta o
que sinto, por mais irracional que seja, aí eu não preciso
me preocupar em convencer você e posso entender o que está
por trás desse sentimento irracional.
E, quando isso estiver claro, as respostas serão óbvias
e não precisarei de conselhos.
Sentimentos irracionais fazem sentido quando entendemos
o que está por trás deles.
Talvez seja por isso que rezar funciona às vezes para
algumas pessoas - porque Deus é mudo e não dá conselhos,
nem tenta consertar as coisas. Deus apenas ouve e deixa
você descobrir as coisas por conta própria.
Então, por favor, apenas ouça, apenas ouça.
E se quiser falar, espere um pouco a sua vez - e eu
ouvirei você.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Cirurgia de lipoaspiração?
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém,
nem falar do que não sei, nem procurar culpados,
nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo
que toda essa busca insana pela estética ideal
é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
Hoje, Deus é a auto imagem.
Amor é cafona, sinceridade é careta,
Gordura é pecado mortal.
Estria é caso de polícia.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz,
Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria,
Não importa o outro, o coletivo.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas,
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas,
Que as pessoas discutam o assunto.
Que eu me acalme.
Herbert Vianna (Cantor e Compositor)
__._,_.___
O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eternidade. (Shakespeare),_._,_
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
10 grandes verdades
não pode ser uma boa pessoa. (Esta é muito importante. Preste atenção, nunca
falha)
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você,
quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas. (Tá cheio de gente
querendo te converter!)
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. (Na maioria das
vezes quem tá te olhando também não sabe! Tá valendo!)
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca. (Deus deu 24 horas em
cada dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em fazer
hora-extra!)
5. Não confunda sua carreira com sua vida. (Aprenda a fazer escolhas!)
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um
laxante na mesma noite. (Quem escreveu deve ter conhecimento de causa!)
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça
humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa
palavra seria 'reuniões'. (Onde ninguém se entende... Com exceção das
reuniões que acontecem nos botecos...)
8. Há uma linha muito tênue entre 'hobby' e 'doença mental'. (Ouvir música é
hobby... No volume máximo às sete da manhã pode ser doença mental!)
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito. (Que bom!!!!!)
10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador
construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic. (É
Verdade mesmo!!!)
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
O Amor Não Morre
O amor não morre. Ele se cansa muitas vezes. Ele se refugia em
algum recanto da alma tentando se esconder do tédio que mata os
relacionamentos.
Não é preciso confundir fadiga com desamor. O amor ama. Quem ama,
ama sempre. O que desaparece é a musicalidade do sentimento. A
causa? O cotidiano, o fazer as mesmas coisas, o fato de não haver
mais mistérios, de não haver mais como surpreender o outro. São
as mesmices: mesmos carinhos, mesmas palavras, mesmas horas... o
outro já sabe!
Falta magia. Falta o inesperado.
O fato de não se ter mais nada a conquistar mostra o fim do
caminho. Nada mais a fazer. Muitas pessoas se acomodam e tentam se
concentrar em outras coisas, atividades que muitas vezes não têm
nada a ver com relacionamentos. Outras procuram aventuras. Elas
querem, a todo custo, se redescobrir vivas; querem reencontrar o
que julgam perdido: o prazer da paixão, o susto do coração batendo
apressado diante de alguém, o sono perdido em sonhos intermináveis
e desejos infindos.
Não é possível uma vida sem amor. Ou com amor adormecido.
Se você ama alguém, desperte o amor que dorme! Vez ou outra, faça
algo extraordinário. Faça loucuras, compre flores, ofereça um jantar,
ponha um novo perfume...
Não permita que o amor durma enquanto você está acordado sem saber o
que fazer da vida. Reconquiste! Acredite: reconquistar é uma tarefa
muito mais árdua do que conquistar, pois vai exigir um esforço muito
maior. Mas... sabe de uma coisa? Vale a pena! Vale muito a pena!
Boa festa do amor!
Letícia Thompson
domingo, 30 de dezembro de 2007
Cuide das Palavras
Cuide das palavras que você profere, porque:
Uma palavra impensada pode provocar a discórdia.
Uma palavra cruel pode destruir uma vida.
Uma palavra amarga pode provocar ódio.
Uma palavra brusca pode romper um relacionamento.
Uma palavra agradável pode suavizar o caminho.
Uma palavra a tempo pode poupar um esforço.
Uma palavra alegre pode iluminar o dia.
Uma palavra com amor e carinho pode mudar uma atitude...
Com uma palavra podemos perder
Ou ganhar um amigo!
domingo, 16 de dezembro de 2007
Só porque você dança bem
Só porque você dança bem, não significa que vai ser convidado para o baile
Você é competente naquilo que faz, mas por alguma razão outras
pessoas são escolhidas em seu lugar?
Você conhece seu produto melhor do que qualquer outro, mas vendedores
aparentemente inexperientes vendem muito mais?
Sua empresa ou departamento está implantando novas estratégias e
táticas administrativas, mas uma concorrente, aparentemente menos
organizada e frágil, está tomando o mercado e sendo muito mais
bem sucedida?
Talvez o seu problema seja o de estar confundindo ficção com
realidade. Na ficção que nos contaram, o importante eram as coisas,
estratégias, sistemas, produtos, planilhas, crenças.
Na realidade, o importante são as pessoas. Não existe nada sem
pessoas.
Não existem vendas - portanto, não existe economia de mercado -
não existem casamentos, não existem famílias e, para ser franco,
não existe sequer civilização.
Tudo o que você faz, começa e termina em pessoas.
Se você tivesse que passar o resto da sua vida com todas as riquezas
do universo... sozinho em uma ilha deserta, de que valeria qualquer
sucesso?
Você - e eu - precisamos compartilhar o tempo, a vida e as
experiências com outras pessoas. Empresas que se esquecem deste
fator, se concentrando somente no balanço do trimestre, acabam
soterradas por guerrilheiros dos negócios ou sabotadas por inúmeros
funcionários descontentes que, na melhor das hipóteses, entram em
"operação padrão".
Você pode ser genial, mas as pessoas gostam de trabalhar com
você? (Eu não perguntei se elas gostam de passear com você.
Isso é fácil. Perguntei se elas gostam de trabalhar com você). Seus
chefes, subordinados e colegas confiam em você como profissional
e gostam de trabalhar com você?
Se apenas uma dessas perguntas tiver como resposta "não", você
ficará abaixo de onde pode chegar.
Se não gostam de estar com você, se notam que você as vê somente
como um instrumento para gerar vendas, por exemplo), o primeiro
vendedor "amigo"que aparecer vai tomar o seu cliente. Para sempre.
Seus funcionários vêem você como um líder ou como um analista, que
corta pessoal sem se preocupar com o "moral" das tropas. Alguém em
quem não podem confiar?
Agora, deixe-me esclarecer um ponto. Isso não significa que você
deva ser "amigo" de todos, ou um bajulador.
Seja você mesmo. Sempre. Dá menos trabalho! Faça o que tem que
ser feito. Mas, se você não é parte da solução na empresa, na
família, no romance, no clube ou na sociedade, então você é parte
do problema. E se este é seu caso, cuidado: problemas não são
convidados para subir na empresa.
Problemas não são bem vindos no casamento. Problemas não são
eleitos. Problemas são evitados, mesmo que inconscientemente.
Seja a solução, concentrando-se nas pessoas.
O que elas realmente buscam? Do que precisam? O que querem?
Você deve buscar a competência técnica, claro. Mas não precisa
ser perfeito como um robô, porque somente pessoas avançam. Robôs
a gente constrói, ou desliga. E o único modo de pessoas avançarem
com lastro duradouro é quando são apoiadas por outras pessoas.
Você é apoiado por outras pessoas? Em outras palavras, depois da
sua competência técnica, os seus relacionamentos são a fonte mais
importante para o seu futuro, em todos os níveis.
Seja na carreira, na família ou na sociedade.
Por isso, lembre-se do que disse Michael Leboeuf:
Só porque você dança bem, não significa que vai ser convidado para
o baile.
E o baile da vida é bem curto. Curto demais. Não espere a última
música para entender isso.
Tudo começa e termina, nas pessoas.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Falhas
"Uma das coisas que fascina na cidade de San Francisco é ela estar localizada
sobre a falha de San Andreas, que é um desnível no terreno da região que
provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando, e grandes terremotos de
tempos em tempos. Você está deslumbrado, caminhando pela cidade, apreciando
a arquitetura vitoriana, a baía, a famosa Golden Gate e, de uma hora para
outra, pode perder o chão. Ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho. É
pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a
possibilidade. Isso amedronta, mas ao mesmo tempo excita, vai dizer que não?
Assim são também as pessoas interessantes: têm falhas. Pessoas perfeitas
são como Viena, uma cidade quase perfeita. Linda, sem fraturas geológicas,
onde tudo funciona e você quase morre de tédio. Pessoas, como cidades,
não precisam ser execessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais
de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as
caracterize. Pessoas, como cidades, precisam ser limpas, mas não a ponto de
não possuírem máculas. É importante suar na hora do cansaço. Também o é ter um
cheiro próprio, uma camiseta velha para dormir, um jeans quase transparente
de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo,
um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou. Pessoas, como cidades,
têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem
abusar muito da licença, devem ser insensatas, ligeiramente passionais.
Devem demonstrar um certo desatino, ir contra alguns prognósticos, cometer
erros de julgamento e pedir perdão depois. Aliás, pedir perdão sempre, para
poder ter crédito e errar outra vez. Pessoas, como cidades, devem dar vontade
de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes,
devem ser calorosas, ser generosas e abrir suas portas. Devem nos fazer
querer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena
dose de apreensão e cuidado devem provocar. Nunca devem deixar os outros
esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm rachaduras internas. Portanto,
podem surpreender.
Falhas.
Agradeça as suas, que é o que humaniza você. E fascina os outros."
Júlio Clebsch
domingo, 25 de novembro de 2007
Tese de Guerdjef
Tese de um pensador russo chamado Guerdjef, que no início do século passado
já falava em auto-conhecimento e na importância de se saber viver.
Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós
em cada momento e daquilo que, realmente vale como principal".
Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque
no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.
Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas,
com certeza aprendeu a viver com qualidade interna. Ei-las:
1. Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.
Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
2. Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer
agradar a todos é um desgaste enorme.
3. Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso,
consciente de que nem tudo depende de você.
4. Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam
os seus quadros mentais, você se exaure.
5. Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho,
casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a
sua atuação, a não ser você mesmo.
6. Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte
dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
7. Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas
certas.
8. Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque
são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas
mais importantes.
9. Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar
banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.
10. Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e
tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
11. Família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a
sua própria identidade.
12. Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso,
a trave do movimento e da busca.
13. É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente
ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.
14. Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a
roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
15. Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse
lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer
convencimento.
16. Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo ... para quem quer
ficar esgotado e perder o melhor.
17. A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito
diferente.
18. Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O
prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de
divertir-se.
19. Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência
e a fé!
20. E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente:
VOCÊ É O QUE SE FIZER SER!
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
Uma Flor Rara
Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um marido maravilhoso,
filhos perfeitos, um emprego que lhe pagava muitíssimo bem, uma família
unida.
O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso, o trabalho e os
afazeres lhe ocupavam todo o tempo e a sua vida estava deficitária em
algumas áreas.
Se o trabalho lhe consumia muito tempo, ela tirava dos filhos, se
surgiam problemas, ela deixava de lado o marido... E assim, as pessoas
que ela amava eram sempre deixadas para depois.
Até que um dia, seu pai, um homem muito sábio, lhe deu um presente: uma
flor muito cara e raríssima, da qual havia um apenas exemplar em todo o
mundo.
E disse a ela:
-- Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina! Você
terá apenas que regá-la e podá-la de vez em quando, ás vezes conversar
um pouquinho com ela, e ela te dará em troca esse perfume maravilhoso e
essas lindas flores.
A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem
igual.
Mas o tempo foi passando, os problemas surgiam, o trabalho consumia todo
o seu tempo, e a sua vida, que continuava confusa, não lhe permitia
cuidar da flor.
Ela chegava em casa, olhava a flor e as flores ainda estavam, lá, não
mostravam sinal de fraqueza ou morte, apenas estavam lá, lindas,
perfumadas.
Então ela passava direto.
Até que um dia, sem mais nem menos, a flor morreu.
Ela chegou em casa e levou um susto!
Estava completamente morta, suas raízes estavam ressecadas, suas flores
caídas e suas folhas amarelas.
A jovem chorou muito, e contou a seu pai o que havia acontecido.
Seu pai então respondeu:
-- Eu já imaginava que isso aconteceria, e eu não posso te dar outra
flor, porque não existe outra igual a essa, ela era única, assim como
seus filhos, seu marido e sua família. Todos são bênçãos que o Senhor te
deu, mas você tem que aprender a regá-los, podá-los e dar atenção a
eles, pois assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se
acostumou a ver a flor sempre lá, sempre florida, sempre perfumada, e se
esqueceu de cuidar dela.
Cuide das pessoas que você ama!
domingo, 28 de outubro de 2007
Espere um tempo
Não apresses a chuva,
ela tem seu tempo de cair e saciar a sede da terra;
Não apresses o pôr do Sol,
ele tem seu tempo de anunciar o anoitecer até seu último raio de luz;
Não apresses tua alegria,
ela tem seu tempo para aprender com a tua tristeza;
Não apresses teu silêncio,
ele tem seu tempo de paz após o barulho cessar;
Não apresses teu amor,
ele tem seu tempo de semear mesmo nos solos mais áridos do teu coração;
Não apresses tua raiva,
ela tem seu tempo para diluir-se nas águas mansas da tua consciência;
Não apresses o outro, pois ele tem seu
tempo para florescer aos olhos do Criador;
Não apresses a ti mesmo,
pois precisas de tempo para sentir a tua própria evolução.
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
A Água da Paz
Em torno da mediunidade, improvisam-se, ao redor do Chico Xavier, acesas discussões. É, não é. Viu, não viu. E ele sofria, por vezes, longas irritações, a fim de explicar sem ser compreendido. Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito.
Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus compareceu e aconselhou-lhe:
-- Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz.
O médium Chico Xavier, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada. Ao fim de duas semanas, comunicou à Dona Maria João de Deus o fracasso da busca.
Ela sorriu e informou:
-- Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua.
O médium baixou então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da humildade e do silêncio.
Solte a panela
Certa vez, um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento.
A época era de escassez, porém, seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores.
Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira, ardendo em brasas, e dela tirou um panelão de comida.
Quando a tina já estava fora da fogueira, o urso a abraçou com toda sua força e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.
Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo.
Na verdade, era o calor da tina...
Ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação e, então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.
Começou a urrar muito alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo.
Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele apertava contra o seu corpo e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores chegaram ao acampamento, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a tina de comida.
O urso tinha tantas queimaduras que o fizeram grudar na panela e, seu imenso corpo, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Quando terminei de ouvir esta história de um mestre, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes.
Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero.
Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos e defendemos.
Para que tudo dê certo em sua vida, é necessário reconhecer, em certos momentos, que nem sempre o que parece salvação vai lhe dar condições de prosseguir.
Tenha a coragem e a visão que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração arder.
Solte a panela!
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
O Ex-mendigo
na calçada e colocava ao lado uma placa com os dizeres:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou
muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou
um sucesso, sou saudável e bem humorado.."
Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros
até davam-lhe dinheiro.Todos os dias, antes de dormir, ele contava o
dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava
há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
-Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da
empresa?
-Vamos lá. Só tenho a ganhar! Respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.
Daí para frente sua vida foi uma seqüência de sucessos e com o tempo ele
tornou-se um dos sócios da empresa.
Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu como conseguira sair
da mendicância para tão alta posição. Contou ele:
-Bem, houve uma época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma
placa ao lado, que dizia:
"Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um
homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego
que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!"
-As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele
atentei para um trecho que dizia:
"Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que
esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de
sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si
mesmo e aos outros que você é próspero.."
-Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi
trocar os dizeres da placa para:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou
muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou
um sucesso, sou saudável e bem humorado.."
-E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa
certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive
apenas que entender o Poder das Palavras. O Universo sempre apoiará tudo
o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso
acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto
afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos
bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores
ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas
as nossas crenças.
Uma repórter, ironicamente, questionou:
- O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa
simples placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor:
-Claro que não, minha ingênua amiga!
Primeiro eu tive que acreditar nelas!!!
domingo, 30 de setembro de 2007
Lição Viva
Era uma tarde de domingo ensolarada na cidade de
Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois
filhos para jogar mini-golf.
Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e
perguntou:
-- Quanto custa a entrada?
O bilheteiro respondeu prontamente:
-- São três dólares para o senhor e para qualquer criança
maior de seis anos.
-- A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou
menos. Quantos anos eles têm?
Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete.
O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza:
-- O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se
tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não
saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado
três dólares.
O pai, sem perturbar-se, disse:
-- Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças
saberiam que não é essa a verdade.
Tantas vezes, para economizar pequena soma em
moedas, desperdiçamos o tesouro do ensinamento nobre e
justo. Nesses dias de tanta corrupção e descaso para com
o ser humano, vale a pena refletirmos sobre que exemplo
temos sido para os outros.
Sejamos, assim, cartas vivas de lições nobres para serem
lidas e copiadas pelos que convivem conosco.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
O Obstáculo mais Difícil da Vida
Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à
sabedoria.
Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil no
grande caminho da vida.
No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o
genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.
Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas
dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.
O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.
O segundo levaria uma corça rara.
O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.
O trio recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a
pequena viajem de três milhas; no entanto, no meio do caminho, começaram
a discutir.
O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão
puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao
carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este
último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.
O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada
viajante permanecia atento as obrigações que diziam respeito aos outros,
através de observações acaloradas e incessantes.
Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho, olvida a própria
tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do
companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega,
de súbito, para espatifar-se no cascalho.
Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal,
que foge espantado.
O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, e o bolo se perde
totalmente no chão.
Desapontados e irritadiços, os três rapazes voltam a presença do pai,
apresentando cada qual a sua queixa de derrota.
O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:
-- Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse
vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso. O
mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar
dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias.
Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as
nossas viverão esquecidas.
sábado, 15 de setembro de 2007
Vidro ou Diamante
grama em que pisava chamou sua atenção.
Deu uma olhada sem se abaixar e pensou "Deve ser um caco de vidro" e
foi embora.
Mais tarde outro homem na mesma situação percebeu o brilho, abaixou-se,
pegou a pedra meio suja e viu que era talhada como um lindo diamante.
Parecia mesmo um diamante enviando raios luminosos com as cores do
arco-íris quando colocado ao sol.
O homem pensou "Puxa, será um diamante? Desse tamanho? Perdido aqui? Como
veio parar aqui? Talvez eu devesse levar a um joalheiro pra ver ser
é mesmo.
Olhava e olhava e de repente disse a si mesmo: "Que idiota eu sou,
imagina se isso é um diamante, só pode ser um vidro talhado em forma de
diamante que caiu de algum anel de bijuteria. Porque um cara como eu
iria achar um diamante ? E se eu levar a um joalheiro ainda vou ter que
agüentar a gozação do homem por eu ter achado que podia ser um diamante...
Ha...logo eu ia achar um diamante assim... perdido numa grama...logo eu...
E assim pensando jogou de novo a pedra na grama e atravessou a avenida
até meio triste pela sua pouca sorte.
No dia seguinte outro homem passando pelo mesmo lugar viu a pedra,
atraído pelo seu brilho.
"Que beleza de pedra" ele pensou ! "Parece um diamante, talvez até
seja um diamante, mas também pode ser apenas um pedaço de vidro imitando
um diamante...
O melhor que tenho a fazer é leva-la a um joalheiro e pedir uma
avaliação." E colocou a pedra no bolso.
Tendo levado-a para avaliação mais tarde descobriu ser um verdadeiro
diamante, de muitos quilates e com uma lapidação especial.
Era uma pedra muito valiosa ! Realmente especial e o homem ficou muito
feliz com a sua boa sorte !
Na nossa vida as vezes encontramos pessoas que são como esse
diamante...valiosas!
Pena que nem sempre nos damos o tempo para avalia-las confiando na nossa
primeira, e muitas vezes errônea, impressão, ou simplesmente achando que
nunca tivemos sorte, então, porque aquela pessoa apareceria justamente
pra nós ?
Pare... tente avaliar bem as pessoas... procure descobrir o quanto elas podem ser valiosas na sua companhia.
domingo, 2 de setembro de 2007
Mãe, criação de Deus
Por que esta criação está lhe deixando tão inquieto senhor?
E o Senhor Deus respondeu-lhe:
Você já leu as especificações desta encomenda?
Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico.
Deve ter 180 partes moveis e substituíveis, funcionar a base de café‚ e sobras de comida.
Ter um colo macio que sirva de travesseiro para as crianças.
Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde um ferimento até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mãos.
O anjo balançou lentamente a cabeça e disse-lhe:
Seis pares de mãos Senhor? Parece impossível?
Mas o problema não é esse, falou o Senhor Deus e os três pares de olhos que essa criatura tem que ter?
O anjo, num sobressalto, perguntou-lhe:
E tem isso no modelo padrão?
O Senhor Deus assentiu:
Um par de olhos para ver através de portas fechadas, para quando se perguntar o que as crianças estão fazendo lá dentro (embora ela já saiba); outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber, e naturalmente os olhos normais, capazes de consolar uma criança em prantos, dizendo-lhe: Eu te compreendo e te amo! sem dizer uma palavra.
E o anjo mais uma vez comenta-lhe:
Senhor...já é hora de dormir. Amanhã é outro dia.
Mas o Senhor Deus explicou-lhe:
Não posso, já esta quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e consegue convencer uma criança de 9 anos a tomar banho...
O anjo rodeou vagarosamente o modelo e falou:
É muito delicada, Senhor!...
Mas o Senhor Deus disse entusiasmado:
Mas é muito resistente! Você não imagina o que esta pessoa pode fazer ou suportar!
O anjo, analisando melhor a criação, observa:
Ha um vazamento ali Senhor...
Não é um simples vazamento, é uma lagrima! E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos.
Vós sois um gênio, Senhor! disse o anjo entusiasmado com a criação.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
O que é o Amor ?
Quando uma delas perguntou à professora : Professora, o que é o amor ?
A professora sentiu que a criança merecia uma resposta à altura da
pergunta inteligente que fizera.
Como já estava na hora do recreio, pediu para que cada aluno desse uma
volta pelo pátio da escola e trouxesse o que mais despertasse nele o
sentimento de amor.
As crianças saíram apressadas e, ao voltarem, a professora disse :
Quero que cada um mostre o que trouxe consigo.
A primeira criança disse : Eu trouxe esta flor, não é linda ?
A segunda criança falou : Eu trouxe esta borboleta.
Veja o colorido de suas asas, vou colocá-la em minha coleção.
A terceira criança completou : Eu trouxe este filhote de passarinho.
Ele havia caído do ninho junto com outro irmão. Não é uma gracinha ?
E assim as crianças foram se colocando.
Terminada a exposição, a professora notou que havia uma criança que
tinha ficado quieta o tempo todo.
Ela estava vermelha de vergonha, pois nada havia trazido.
A professora se dirigiu a ela e perguntou :
Meu bem, por que você nada trouxe ?
E a criança timidamente respondeu :
Desculpe, professora. Vi a flor e senti o seu perfume.
Pensei em arrancá-la, mas preferi deixá-la para que seu perfume
exalasse por mais tempo.
Vi também a borboleta, leve, colorida.
Ela parecia tão feliz que não tive coragem de aprisioná-la.
Vi também o passarinho caído entre as folhas, mas, ao subir na árvore,
notei o olhar triste de sua mãe e preferi devolvê-lo ao ninho.
Portanto professora, trago comigo o perfume da flor, a sensação de
liberdade da borboleta e a gratidão que senti nos olhos da mãe do
passarinho.
Como posso mostrar o que trouxe ?
A professora agradeceu a criança e lhe deu nota máxima, pois ela fora
a única que percebera que só podemos trazer o amor no coração.